Política

Tesouro dos EUA sanciona rede brasileira acusada de lavar dinheiro para o PCC

Victor Shimada, já indiciado no escândalo VaideBet, é apontado como 'elo-chave' da facção nos EUA
Sanções EUA contra o PCC por lavagem de dinheiro criminosa

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra dois brasileiros e três empresas por suposta participação na rede de lavagem de dinheiro do PCC na Flórida.

Entre os alvos está Victor Shimada, apontado pelo governo Trump como “elo-chave” entre membros do PCC e traficantes internacionais. Ele já havia sido indiciado pelo Ministério Público de São Paulo em 2025 no escândalo da VaideBet.

A designação formal do PCC como organização terrorista internacional — publicada no Federal Register em junho — criou o arcabouço legal que agora permite ao Tesouro americano congelar automaticamente ativos de qualquer entidade associada à facção. A publicação no Federal Register oficializou o PCC e o Comando Vermelho como terroristas internacionais, abrindo caminho para medidas como as desta quarta.

Além de Shimada, também foi sancionada uma parente identificada como Stella, que teria atuado como secretária e intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, prestando serviços logísticos essenciais para as operações da rede.

As três empresas atingidas incluem a Victory Trading, da qual Shimada é sócio — usada, segundo Washington, para lavar dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro — e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, também ligada a ele.

Seis outros acusados de integrar a mesma rede de lavagem foram presos em janeiro deste ano na Flórida. O governo Trump qualificou o PCC de “maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental” e afirmou que a facção representa uma “ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”.

As sanções desta quarta reforçam uma ofensiva americana que se intensifica há meses. Duas semanas atrás, o ICE havia preso o ex-chefe do PCC e do Comando Vermelho na Carolina do Norte, sinalizando que Washington trata a presença da facção em solo americano como prioridade de segurança nacional.

O tom do comunicado indica que a pressão tende a crescer. “O crime organizado no Hemisfério Ocidental não pode ser autorizado a estabelecer operações em solo americano que contribuam para a criminalidade e a ilegalidade”, afirmou Gene Lange, subsecretário norte-americano para Terrorismo e Inteligência Financeira.

Especialistas já alertavam que o chamado ‘modelo mexicano’ — sanções diretas a pessoas físicas e empresas suspeitas de apoiar financeiramente o PCC — era o caminho mais perigoso para o Brasil. A concretização dessa estratégia coloca o governo Lula diante de um cenário diplomaticamente delicado, especialmente em meio às negociações comerciais com Washington.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Trump usa PCC como peça central da estratégia de dominância nas Américas

Itamaraty alerta para risco de ação militar dos EUA no Brasil após rótulo terrorista ao PCC

Câmara convoca Mauro Vieira para explicar alerta sobre ação militar dos EUA no Brasil

Múcio se reúne com assessor de Hegseth no Peru em meio à crise do PCC e CV

Lula diz a Trump que Brasil dispensa classificação para combater o crime

Trump pode classificar PCC como organização terrorista e preocupa governo Lula