Política

Prazo da domiciliar de Bolsonaro vence quinta e defesa pede prorrogação a Moraes

Advogados argumentam que estado de saúde do ex-presidente não melhorou e segue exigindo acompanhamento médico especializado
Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal: retrato institucional sobre prorrogação prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou pedido de prorrogação da prisão domiciliar ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, às vésperas do vencimento do prazo estabelecido originalmente.

O benefício, concedido em março por Moraes por 90 dias, expira nesta quinta-feira (25). A defesa solicita nova extensão pelo tempo que o ministro julgar adequado.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses desde novembro do ano passado, após ser condenado por liderar organização criminosa que tentou impedir a transferência de poder após sua derrota nas eleições de 2022.

Ao conceder a prisão domiciliar em março, Moraes levou em conta que Bolsonaro enfrentava um quadro de broncopneumonia e havia sido internado em hospital particular de Brasília. A Procuradoria-Geral da República também havia avalizado a medida na ocasião.

Na petição, a defesa argumenta que o quadro clínico não sofreu alterações relevantes no trimestre em que o ex-presidente permaneceu em custódia domiciliar. “As condições de saúde do Presidente, que suportaram o deferimento do pedido anterior, têm características permanentes, não tendo se modificado no trimestre em que permaneceu em custódia domiciliar”, afirmou o advogado.

O argumento tem respaldo em laudos enviados ao STF. Um boletim médico protocolado no início de junho já documentava soluços recorrentes acima da média, fadiga e instabilidade de equilíbrio — sintomas que a defesa usa como evidência de que as condições clínicas que motivaram a domiciliar seguem sem resolução.

Pouco antes do pedido de prorrogação, os médicos de Bolsonaro já haviam chegado ao limite terapêutico de segurança para controlar as crises de soluço, reforçando o argumento central da defesa de que o estado de saúde tem características permanentes e não se encaminha para resolução no curto prazo.

O pedido de extensão chega em meio a um episódio que colocou o próprio regime domiciliar sob escrutínio de Moraes. Uma arma registrada em nome de Bolsonaro foi encontrada com um membro de sua equipe de segurança pessoal, levando o ministro a exigir explicações da defesa em 24 horas.

Durante a prisão domiciliar, Bolsonaro usa tornozeleira eletrônica e cumpre restrições de circulação determinadas pelo STF. A defesa não especificou um prazo para a prorrogação, deixando a decisão inteiramente a critério do ministro relator.

Bolsonaro foi condenado pelo STF por liderar organização criminosa que planejou e executou atos para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito em outubro de 2022. A pena de 27 anos e três meses foi estabelecida pelo tribunal, que apontou o ex-presidente como figura central da trama golpista.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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