Economia

Focus projeta inflação de 5,30% em 2026 pela 14ª semana consecutiva

Alta do petróleo pela guerra no Oriente Médio desacelera expectativa de cortes de juros no Brasil
Boletim Focus projeta inflação 2026 sob pressão de petróleo pela crise do Oriente Médio

O mercado financeiro elevou pela décima quarta semana consecutiva sua projeção de inflação para 2026. A estimativa chegou a 5,30%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras.

A principal causa é externa: a guerra no Oriente Médio empurrou o preço do petróleo para acima de US$ 84 por barril, com risco direto de pressão nos combustíveis e nos preços ao consumidor no Brasil.

Da Fazenda ao mercado: revisões que não param

O choque de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio tem sido o motor das revisões inflacionárias no Brasil desde o início do ano. Em maio, o próprio Ministério da Fazenda havia elevado sua estimativa de inflação para 4,5% — teto da meta do CMN — diante do mesmo choque do petróleo. Desde então, o mercado não parou de revisar para cima, chegando agora a 5,30%.

Um sinal de alívio emergiu no início desta semana: o acordo de paz anunciado no domingo (14) entre Estados Unidos e Irã derrubou parte da pressão sobre o barril, que recuou para a faixa de US$ 84. O movimento, porém, permanece sob monitoramento — a dinâmica geopolítica da região é historicamente instável e os efeitos sobre o preço do petróleo podem se reverter rapidamente.

Juros: cortes esperados, mas em ritmo menor

Mesmo com inflação projetada mais alta, o mercado não abandonou a perspectiva de queda dos juros — mas reduziu a intensidade esperada. A taxa Selic está atualmente em 14,50% ao ano, após dois cortes realizados em 2026. Os economistas das instituições consultadas pelo BC passaram a projetar um afrouxamento monetário mais gradual, tanto para este ano quanto para os próximos.

PIB sobe na projeção, câmbio também

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 avançou de 1,91% para 1,96%, segundo o Focus. Para 2027, a projeção permaneceu em 1,70%. Os dois números ficam abaixo do desempenho registrado em 2025, quando a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No câmbio, as revisões também apontam para desvalorização do real. A projeção para o dólar ao fechamento de 2026 subiu de R$ 5,15 para R$ 5,20. Para o fim de 2027, a estimativa avançou de R$ 5,20 para R$ 5,25 por dólar.

O efeito combinado de inflação mais alta e moeda mais fraca tende a corroer o poder de compra da população. O impacto é sentido com mais intensidade entre trabalhadores de menor renda, cujos salários dificilmente acompanham a velocidade de alta dos preços — especialmente quando o choque vem de combustíveis, item que pressiona toda a cadeia de consumo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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