Economia

BC prevê inflação acima da meta até dezembro e vai escrever carta à Fazenda

Relatório de Política Monetária aponta 5,2% para 2026; guerra no Oriente Médio segue como principal vetor de pressão sobre combustíveis
Inflação acima da meta 2026: barris de petróleo, crise do Oriente Médio e Banco Central em colagem editorial

O Banco Central publicou nesta quinta-feira (25) o Relatório de Política Monetária com um alerta direto: a inflação deve permanecer acima do teto de 4,5% até dezembro de 2026, obrigando a instituição a enviar uma carta formal ao ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A projeção oficial aponta 5,2% de inflação para o ano fechado e 4,8% em doze meses até outubro. Para 2027, a estimativa saltou de 3,3% para 4%. A guerra no Oriente Médio, que elevou o petróleo e pressionou combustíveis, é a principal explicação para o estouro da meta.

Por que o BC precisará escrever a carta

A regra é objetiva: se a inflação acumulada em doze meses ultrapassar o teto do sistema de metas por seis meses consecutivos, o Banco Central deve enviar uma carta aberta ao Ministério da Fazenda explicando as causas do descumprimento e as medidas adotadas. Com o estouro previsto até outubro, a carta deve sair em novembro.

O estouro do teto já havia sido registrado em maio: o IPCA acumulou 4,72% em doze meses, ultrapassando pela primeira vez no ano o limite de 4,5% — dado que o BC usou como ponto de partida para projetar o descumprimento até dezembro. O encadeamento de seis meses consecutivos acima do teto é o gatilho formal da carta.

Petróleo como vetor de pressão

O conflito no Oriente Médio empurrou o barril a operar em torno de US$ 100 nos últimos meses, repassando custo diretamente aos combustíveis e, em cadeia, a toda a economia brasileira. O mecanismo é direto: petróleo mais caro eleva frete, energia e produção, espalhando a pressão por toda a cadeia de preços.

O cenário começou a mudar nesta semana com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. O barril recuou e operava ao redor de US$ 75 na quinta-feira (25). O alívio, porém, chegou tarde demais para reverter as projeções de inflação de 2026.

Mercado já antecipava o estouro

O mercado financeiro vinha antecipando o cenário: na semana anterior, o boletim Focus chegou a 5,30% — a 14ª revisão consecutiva para cima, impulsionada pelo mesmo vetor da guerra no Oriente Médio. Na semana passada, economistas do setor privado elevaram a estimativa para 5,33% e passaram a projetar cortes menores de juros ao longo de 2026, sinalizando que o aperto monetário deve durar mais do que se esperava.

Para tentar conter o repasse do petróleo aos preços domésticos, o governo adotou medidas de alívio, entre elas redução de tributos e subsídios para combustíveis. As ações ajudaram a amortecer o impacto, mas não foram suficientes para manter a inflação dentro da banda de tolerância.

O efeito mais imediato de uma inflação persistente recai sobre as famílias de menor renda. Quando os preços sobem de forma generalizada e os salários não acompanham o ritmo, o poder de compra se corrói — e os mais vulneráveis sentem o custo primeiro e com mais intensidade.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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