Política

Durigan negocia com EUA para blindar bancos e PIX após PCC e CV virarem terroristas

Ministro da Fazenda anuncia reuniões com Washington e admite risco de punições a instituições financeiras brasileiras
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta segunda-feira (1º) que se reunirá com autoridades americanas nos próximos dias para tentar conter os efeitos da designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Em entrevista à rádio CBN, o ministro alertou que bancos brasileiros podem ser alvo de sanções do Tesouro americano — e que, num cenário extremo, até o PIX poderia ser afetado. “Nós vamos fazer de tudo para proteger os brasileiros nesse caso”, afirmou Durigan.

A designação do PCC e do Comando Vermelho como terroristas pelos EUA cria insegurança jurídica para o sistema financeiro brasileiro. Bancos e instituições já começaram a revisar regras internas de controle e monitoramento para reduzir o risco de punições pelo Tesouro americano.

O cenário mais grave, descrito pelo próprio ministro, é a sanção direta a um banco nacional. “Basta você ter uma alegação dizendo que um determinado banco brasileiro tem contas do PCC. A autoridade norte-americana pode dizer que esse banco está sancionado pelo Tesouro dos Estados Unidos e não pode operar com o PIX porque o sistema estaria sendo usado para movimentar dinheiro de facção criminosa”, explicou Durigan.

A designação como SDGTs e FTOs foi anunciada sem avisar o governo Lula — a base legal que permite ao Tesouro americano sancionar qualquer instituição financeira com vínculos aos grupos, exatamente o risco que Durigan agora tenta neutralizar nas negociações com Washington.

O PIX também está no centro de outro conflito: a investigação comercial aberta pelos EUA com base na Seção 301, anunciada em julho do ano passado. O documento norte-americano cita o sistema de pagamentos como possível distorção competitiva para empresas americanas — acusações que, segundo Durigan, carecem de fundamento técnico e têm caráter político.

A dimensão política da crise ficou mais nítida após a viagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos, onde o senador se reuniu com o secretário de Estado Marco Rubio e o presidente Donald Trump. Após o encontro, Flávio afirmou que Rubio se mostrou favorável à classificação das facções como terroristas.

O governo brasileiro criticou membros da família Bolsonaro pela viagem e alertou para o risco de interferência estrangeira em assuntos internos do país. Durigan afirmou que o governo tem respondido “com muita diplomacia e contato bilateral” e que pretende rebater os questionamentos com informações técnicas.

Ao rejeitar publicamente o rótulo terrorista, o Palácio do Planalto já havia alertado para riscos ao sistema financeiro e ao PIX — preocupações que o ministro agora leva às mesas de negociação em Washington. A resposta do governo passa pela apresentação de dados às autoridades americanas e pela via diplomática bilateral.

Apesar do tom de alerta, Durigan garantiu que não há, neste momento, qualquer ameaça real ao funcionamento do PIX. Ainda assim, o Tesouro americano já formalizou a inclusão do PCC e do CV em sua lista oficial de sanções — a mesma que enquadra cartéis como o Sinaloa e o Jalisco —, tornando concreto o risco que o ministro agora tenta conter.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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