Política

Defesa de Vorcaro pede transferência para Papudinha após PF rejeitar delação

Banqueiro está detido na Superintendência da PF desde março; STF vai decidir onde ele ficará preso
Vorcaro e decisão do STF sobre transferência para Papudinha: banqueiro detido aguarda resolução judicial

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro pediu, nesta quinta-feira (21), a transferência do dono do Banco Master de uma cela na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da PM — o prédio conhecido como Papudinha, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.

Os advogados alegam condições inadequadas de custódia no local. O pedido ocorre logo após a Polícia Federal rejeitar formalmente a proposta de delação premiada de Vorcaro, decisão já comunicada à defesa e ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF.

Rejeição da delação e disputa pelo local de custódia

A PF rejeitou a proposta de Vorcaro por entender que o material protegia pessoas próximas em vez de colaborar efetivamente com as investigações — rejeição que motivou diretamente o pedido de transferência para a Papudinha. A decisão foi comunicada à defesa e ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF.

Paralelamente, a PF também pediu ao STF que o banqueiro retorne à Penitenciária Federal de Brasília, de onde saiu em março. O tribunal deverá analisar os dois pedidos: o da defesa, pela Papudinha, e o da PF, pelo presídio federal.

Na segunda-feira (18), Mendonça já havia autorizado a mudança de Vorcaro de uma sala no estilo de Estado-maior para uma cela comum dentro da própria Superintendência da PF — mudança motivada, ironicamente, pelo encerramento dos trabalhos de elaboração da delação. A sala especial é a mesma em que o ex-presidente Jair Bolsonaro ficou preso entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.

A troca de cela havia sido acolhida por Mendonça após pedido da PF. Com a proposta de delação premiada recusada formalmente, a equipe de defesa moveu o foco para a disputa pelo local de custódia.

Troca de advogado e histórico de prisões

Para viabilizar a delação, Vorcaro substituiu sua equipe jurídica. O advogado Pierpaolo Bottini deixou o caso e entrou José Luís Oliveira Lima, o Juca — especialista em acordos de colaboração com passagens pela Operação Lava Jato, onde representou o empreiteiro Léo Pinheiro, da construtora OAS.

Foi Oliveira Lima quem, em 18 de março, procurou a PF para comunicar o interesse de Vorcaro em colaborar. No dia seguinte, o banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF — movimento que, à época, sinalizava avanço nas negociações.

A PF já havia classificado a proposta inicial de Vorcaro como muito ruim duas semanas antes da rejeição formal, indicando que o banqueiro negociava em desvantagem desde o início. Com a delação encerrada sem acordo, o foco passa a ser a disputa pelo local de cumprimento da prisão.

Vorcaro foi preso pela segunda vez em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Ele é investigado por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias ligadas ao Banco Master. Uma eventual colaboração poderia trazer novos elementos às investigações.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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