Política

Especialista em delação abandona defesa de Vorcaro após semana de reveses

Com proposta rejeitada pela PF e obstáculo no STF, José Luís Oliveira Lima encerra participação no caso Master
Advogado deixa defesa Vorcaro em delação premiada, com reveses no STF e PF

O advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, saiu da defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em decisão que esvazia a estratégia de delação do banqueiro preso no Distrito Federal.

A saída foi confirmada pelo próprio criminalista, que afirmou ter ocorrido “de comum acordo”. Juca havia ingressado na equipe de defesa em março com missão específica: viabilizar um acordo de colaboração premiada para o empresário.

A saída de Juca coincide com uma sequência de reveses jurídicos. A Polícia Federal rejeitou formalmente a proposta de delação de Vorcaro, avaliada pelos investigadores como insuficiente e projetada para proteger aliados do banqueiro em vez de colaborar com as apurações.

Apesar de a Procuradoria-Geral da República (PGR) manter as negociações em andamento, cresce nos bastidores a avaliação de que um eventual acordo chancelado pela gestão de Paulo Gonet seria visto como um “vexame”. O principal obstáculo citado é o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), considerado linha dura diante de concessões ao banqueiro.

A aposta na delação e o fim da missão

Juca é um dos principais criminalistas do Brasil, com currículo construído em casos de alta repercussão — incluindo o acordo do empreiteiro Léo Pinheiro, da construtora OAS, durante a Operação Lava Jato. Sua entrada na defesa de Vorcaro foi lida como sinal inequívoco de que a estratégia seria a colaboração premiada, campo em que o advogado acumulou vitórias expressivas.

Com a proposta rejeitada, Vorcaro ampliou o valor oferecido para R$ 60 bilhões — tentativa de salvar negociações que a PGR mantém abertas, mas com exigência de reformulação completa do roteiro de colaboração.

Por trás das movimentações jurídicas, interlocutores que acompanham o caso relatam uma mudança de postura do próprio banqueiro. Após uma fase inicial de blindagem e proteção de aliados, Vorcaro estaria disposto a ampliar o escopo da colaboração premiada — sinal de que a pressão do cárcere começa a pesar sobre sua estratégia defensiva.

Disputa pela custódia e pedido de transferência

A então defesa de Vorcaro pediu sua transferência para a Papudinha — nome popular do 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. O requerimento foi apresentado na quinta-feira (21) sob alegação de que as condições da cela na Superintendência da PF no DF não estavam adequadas.

O episódio expõe o crescente isolamento do banqueiro: enquanto sua defesa busca mover Vorcaro para outra estrutura, a Polícia Federal se prepara para pedir ao STF que ele retorne à penitenciária federal — uma disputa que coloca o relator André Mendonça como árbitro final tanto da custódia quanto do eventual acordo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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