O ministro do STF André Mendonça prorrogou nesta terça-feira (13) a prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Felipe havia sido preso em 7 de maio, durante a 5ª fase da Operação Compliance Zero, investigação conduzida pela Polícia Federal sobre um esquema de repasses ao senador Ciro Nogueira (PP-PI).
A decisão mantém o cerco sobre o primo do banqueiro e indica que as apurações sobre o grupo seguem avançando no STF.
Felipe Vorcaro é apontado pela Polícia Federal como figura central no esquema de pagamentos atribuídos a Ciro Nogueira. Mensagens interceptadas entre ele e o primo Daniel Vorcaro descrevem repasses mensais de até R$ 500 mil ao senador, estruturados para parecer contratos empresariais legítimos.
A 5ª fase da Operação Compliance Zero, que resultou na prisão inicial de Felipe em 7 de maio, também mirou diretamente o senador Ciro Nogueira, posicionando a família Vorcaro no núcleo do esquema sob investigação.
A operação apura contratos fictícios de carteiras de crédito envolvendo o BRB, banco público do Distrito Federal, apontado como instrumento para formalizar os repasses ao parlamentar e dar aparência de legalidade às movimentações financeiras.
O conteúdo das comunicações entre Felipe e Daniel Vorcaro tornou-se peça-chave para os investigadores. As mensagens interceptadas detalham o modelo de distribuição dos recursos e forneceram base documental ao pedido de prorrogação da custódia temporária encaminhado ao STF.
Conforme apurado pelo Tropiquim, Felipe é figura-chave na investigação exatamente por ter intermediado os repasses ao senador Nogueira — as mensagens com o primo descrevem pagamentos mensais de até R$ 500 mil mascarados como contratos empresariais.
Em paralelo, tramitam negociações de delação premiada envolvendo Daniel Vorcaro. A manutenção da prisão do primo pressiona o ambiente em torno dessas tratativas, enquanto PF e PGR continuam avaliando as evidências colhidas nas fases anteriores da Compliance Zero.
