O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) afirma que 229 incêndios já foram extintos no Amazonas desde o início do atual período crítico de queimadas. Equipes do Ibama seguem em campo no combate a outros 20 focos ativos no estado, segundo o ministério.
Para sustentar a operação, o governo federal mobilizou 290 brigadistas especializados e anunciou o envio de mais seis aeronaves, em ações coordenadas pelo Ciman Federal.
O que vai no reforço aéreo
Das seis aeronaves anunciadas, quatro são aviões Air Tractor, usados no lançamento de água sobre as áreas atingidas pelo fogo. As outras duas são helicópteros, destinados a apoio logístico e ao transporte de equipes em regiões de difícil acesso — um gargalo recorrente no combate a incêndios no Amazonas, onde o deslocamento por terra é limitado.
A articulação entre órgãos federais e estaduais no monitoramento e no combate cabe ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal). Foi por esse canal que, em setembro, após pedido do governo do Amazonas, foram acionados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus).
Dias depois, a mobilização foi revista. Chuvas contribuíram para reduzir os focos de incêndio e o governo estadual informou que o deslocamento da equipe do Respad não seria necessário.
A gravidade da crise já havia forçado Manaus a suspender aulas por causa da fumaça, depois de o Amazonas registrar 3.726 focos de calor em setembro, quase quatro vezes mais que no mesmo mês de 2025.
Dinheiro para prevenção e o que falta responder
Além das ações emergenciais, o MMA informou ter orientado o governo amazonense sobre os procedimentos para pedir recursos pelo Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sinpdec), mecanismo usado para ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência.
Na frente preventiva, o ministério aponta o ProAmazon como um de seus principais projetos de prevenção e combate a incêndios florestais. A iniciativa é financiada pelo Fundo Amazônia, com R$ 45 milhões.
Os números apresentados são um balanço do próprio governo federal, divulgado com o período crítico ainda em curso — o que significa que a conta de focos extintos e ativos tende a mudar nas próximas semanas. O material oficial não detalha a área total queimada no estado, nem o tempo médio entre a detecção de um foco e a chegada das equipes, dois indicadores que permitiriam medir a eficácia do reforço anunciado.