A Aena assumiu nesta terça-feira (6) a gestão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, com a assinatura do contrato de compra e venda de ações que coloca o terminal carioca sob o comando da empresa espanhola até 2039.
A operação fecha o processo iniciado em março, quando o grupo venceu o leilão de venda assistida do aeroporto com lance de R$ 2,9 bilhões.
Rede da Aena no Brasil chega a 18 aeroportos
Com a incorporação do Galeão, a companhia passa a administrar 18 terminais brasileiros distribuídos por dez estados, que somam um fluxo superior a 63 milhões de passageiros por ano. A empresa opera no país há sete anos.
O negócio tem origem no leilão de março, quando a Aena superou o lance mínimo de R$ 932,8 milhões fixado pela Anac e venceu a disputa pelo aeroporto carioca.
Movimento cresce, mas segue abaixo da capacidade
O Galeão recebeu 17,9 milhões de passageiros em 2025, alta de 23,4% sobre os 14,5 milhões do ano anterior — média de 49 mil viajantes por dia, segundo a RIOgaleão. A capacidade do terminal é de 37 milhões de pessoas ao ano.
O aeroporto registra cerca de 340 voos domésticos e 110 internacionais por dia, entre pousos e decolagens. A retomada vem depois de anos de queda na demanda, que sucedeu os grandes investimentos feitos para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, em um cenário agravado pela pandemia de Covid-19.
A aposta no hub internacional
Segundo a concessionária, a gestão do Galeão será orientada por quatro frentes: eficiência operacional, melhoria da experiência do passageiro, fortalecimento do transporte de cargas e geração de valor para o Rio de Janeiro.
O terminal também passa a integrar a rede global da Aena, formada por 81 aeroportos em cinco países. A empresa avalia que a integração dá ao Galeão acesso a escala e experiência operacional, além de ampliar o diálogo com companhias aéreas, parceiros comerciais e o poder público.
O plano declarado é consolidar o aeroporto como hub internacional, com coordenação entre os terminais da rede — em especial o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Para o presidente e CEO da companhia, Maurici Lucena, a chegada ao Galeão reforça a posição da empresa no mercado aeroportuário internacional e abre espaço para ampliar as conexões nacionais e internacionais do Rio e do Brasil.
O modelo de venda assistida estreado no Galeão já virou referência para os próximos ativos do setor e será repetido no leilão do Aeroporto de Brasília, marcado para dezembro.