Meio ambiente

Trincas colocam barragem em risco e forçam retirada de 60 imóveis no RS

Corsan acionou o plano de emergência e alerta enviado a celulares pediu que moradores da Serra gaúcha busquem áreas seguras
Barragem de terra com rachaduras sob chuva forte, ilustrando risco de rompimento barragem RS na Serra gaúcha.

Moradores do entorno da barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, na Serra gaúcha, começaram a deixar suas casas depois que a estrutura apresentou trincas e vazamentos.

A retirada preventiva alcança cerca de 60 edificações, entre elas uma escola, e a Defesa Civil do Rio Grande do Sul orientou a população a se preparar para uma evacuação diante do risco de rompimento.

Um alerta enviado a celulares foi disparado na tarde de quarta-feira (23) pedindo que os moradores procurem áreas seguras.

Plano de emergência acionado pela concessionária

As fissuras e os vazamentos foram identificados por equipes da Corsan, responsável pela estrutura. Ao constatar o comprometimento de partes da barragem, a companhia acionou o Plano de Ação de Emergências e comunicou o risco de rompimento à Defesa Civil.

O aviso chegou à população pelo sistema Cell Broadcast, que dispara mensagens para todos os aparelhos dentro de uma área delimitada. A orientação foi para que os moradores se preparem para uma possível evacuação e busquem pontos seguros.

Monitoramento no local

Técnicos da Corsan seguem acompanhando as condições da barragem. A 9ª Coordenadoria Regional da Defesa Civil presta apoio às equipes municipais e às demais forças de resposta.

O Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres instalou um Gabinete Local de Incidente em São Marcos para acompanhar a situação de perto.

Rios ainda oscilam entre inundação e normalidade

Não houve registro de chuva no Rio Grande do Sul nas últimas 24 horas e não há precipitação prevista para o próximo dia, mas os níveis dos rios continuam variando entre cotas de inundação e de normalidade.

Na Região Hidrográfica do Guaíba, o rio Caí está em inundação, com tendência de queda, enquanto o rio dos Sinos deve alcançar a cota de inundação. No Delta do Jacuí, a água deve chegar ao nível de inundação nas ilhas de Porto Alegre e em Eldorado do Sul.

Nas bacias do Uruguai e nas Litorâneas, os rios oscilam entre alerta e normalidade, com tendência de estabilidade ou queda.

O saldo do evento

Desde 18 de setembro, o estado contabiliza 178 ocorrências em 168 municípios, com vendavais, enxurradas, granizo, alagamentos e deslizamentos. São 4 mortos, 6 feridos e 1 desaparecido, além de 607.079 pessoas afetadas, 790 desabrigadas e 4.559 desalojadas.

O Rio Grande do Sul já vinha sob pressão desde julho, quando o Cemaden manteve risco hidrológico muito alto nos rios Taquari e Caí e cerca de 460 pessoas ficaram desabrigadas no estado.