Cemaden mantém, para esta quinta-feira (23), alerta de risco hidrológico muito alto nas bacias dos rios Taquari e Caí, no Rio Grande do Sul. A onda de cheia segue avançando rio abaixo e pode atingir a Região Metropolitana de Porto Alegre.
O aviso confirma um cenário já grave no estado: 143 municípios registram estragos das chuvas, entre inundações, alagamentos e deslizamentos, com cerca de 460 pessoas desabrigadas, segundo a Defesa Civil gaúcha.
Rios acima da cota de inundação
Os rios Taquari e Caí ultrapassaram a cota de inundação nas últimas horas, o que levou a Defesa Civil estadual a emitir avisos específicos de risco hidrológico para as regiões banhadas por eles. O volume de água acumulado nos últimos dias ainda está em deslocamento pelas bacias e deve pressionar municípios a jusante nos próximos dias.
O volume de chuva registrado nas últimas 24 horas ajuda a explicar a gravidade do quadro: Paraí, na Serra Gaúcha, teve mais de 200 milímetros acumulados, enquanto Marcelino Ramos registrou 138 milímetros em apenas 12 horas. Esse ritmo de precipitação intensifica o risco de novas cheias e mantém em alerta as prefeituras ao longo dos dois rios.
Entre os 143 municípios com ocorrências relacionadas aos temporais estão casos de inundações, alagamentos, deslizamentos, queda de granizo e vendavais. Lajeado é o município mais afetado em número de desabrigados: 201 pessoas estão acolhidas em abrigos, o maior contingente entre os cerca de 460 gaúchos que perderam temporariamente suas casas.
Alerta também chega a Pernambuco
O Cemaden não restringiu o boletim desta quinta-feira ao Sul do país. O órgão também sinaliza risco geológico moderado para a Região Metropolitana de Recife, em Pernambuco, onde a previsão de pancadas isoladas de chuva combinada à alta suscetibilidade de encostas pode favorecer deslizamentos pontuais.
Para o Rio Grande do Sul, a recomendação das autoridades é que moradores das áreas próximas às bacias do Taquari e do Caí, incluindo bairros da Região Metropolitana de Porto Alegre, sigam atentos aos boletins oficiais enquanto a onda de cheia avança rio abaixo. O monitoramento contínuo deve indicar se novos municípios entrarão na lista de afetados pelas chuvas.
