Imagens de satélite do Copernicus Sentinel-1 mostram as severas inundações no Rio Grande do Sul, divulgadas nesta sexta-feira (27). As chuvas intensas já deixaram 5 mortos, mais de 10 mil desabrigados e afetaram 155 municípios.
Foto obtida em 23 de junho destaca áreas alagadas ao longo do Rio Jacuí, enquanto novas precipitações são esperadas para o fim de semana.
Impacto das enchentes e monitoramento
As imagens capturadas pelo satélite europeu Copernicus Sentinel-1, divulgadas nesta sexta-feira (27), evidenciam a extensão das enchentes que atingem o Rio Grande do Sul desde meados de junho. As áreas críticas de alagamento são especialmente visíveis ao longo do Rio Jacuí, que percorre cerca de 800 km pelo estado, e em outras bacias hidrográficas.
Segundo a Defesa Civil estadual, as chuvas persistentes já resultaram em 5 mortes confirmadas. Mais de 10 mil pessoas estão desabrigadas e 155 municípios relataram danos ou intercorrências devido às chuvas.
O nível do Rio Jacuí em Cachoeira do Sul ultrapassou 26 metros, bem acima da média de 18 metros. Este cenário ocorre apenas um ano após o estado enfrentar as piores inundações de sua história.
Previsão do tempo e riscos adicionais
A previsão indica que as precipitações intensas devem continuar durante o fim de semana, com a formação de uma nova frente fria no sábado (28) associada a um ciclone no oceano, trazendo ventos fortes. Segundo a Climatempo, a chuva pode ser contínua e concentrada, acumulando grandes volumes em 24 horas.
No oeste paranaense e catarinense, os acumulados podem variar entre 30 e 70mm, de acordo com o Inmet. No Rio Grande do Sul, os volumes podem ultrapassar 100mm no domingo (29).
Importância do monitoramento via satélite
Em comunicado, o observatório europeu Copernicus ressaltou o papel fundamental do monitoramento via satélite para acompanhar eventos de inundação em tempo real e apoiar as operações de resposta.
Os dados abertos dos Serviços Copernicus e dos satélites Sentinel oferecem um monitoramento confiável dos eventos, permitindo uma tomada de decisão baseada em evidências para respostas e recuperações mais eficazes.
Essas enchentes ocorrem pela segunda vez em dois anos, reforçando a necessidade de acompanhamento contínuo e de estratégias de prevenção e mitigação para minimizar os impactos dessas catástrofes naturais no estado.