Eleitores com deficiência, mobilidade reduzida ou moradores de territórios indígenas e comunidades quilombolas têm até esta segunda-feira (14) para solicitar transporte gratuito e adaptado até os locais de votação no primeiro turno das eleições.
O cadastro deve ser feito no site da Justiça Eleitoral do estado ou em cartórios eleitorais, já que o serviço não pode ser pedido no dia da votação.
Como funciona o pedido de transporte
O transporte é organizado pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em parceria com as prefeituras e atende quem não consegue usar o transporte público convencional nem tem como chegar sozinho à seção eleitoral. Veículos adaptados buscam o eleitor em casa e o levam até o local de votação.
No formulário de cadastro, é preciso informar a dificuldade de locomoção, se há transporte disponível na região e se o eleitor precisa de acompanhante ou de cão-guia. Em São Paulo, o serviço estará disponível em cerca de metade dos municípios do estado.
A Justiça Eleitoral reforça que o transporte oferecido por partidos ou candidatos para levar eleitores às urnas é crime eleitoral e configura compra de votos.
Para Marcelo Ares, coordenador médico da AACD, garantir a locomoção até as seções de votação é uma forma de respeito à cidadania. “A gente precisa ter um ambiente que seja propício ao deslocamento de uma pessoa com mobilidade reduzida. Proporcionar isso é também respeitar a pessoa com deficiência como cidadão”, afirma.
Relato mostra impacto do serviço
A analista sênior de treinamentos da AACD Elisa Moreira, que tem dificuldade de locomoção, contou que deixou de votar na eleição anterior porque chovia no dia e ela não tinha como chegar com segurança até a seção eleitoral.
Nesta eleição, ela pretende votar e destaca a importância do transporte gratuito para ampliar a participação de pessoas com deficiência na vida pública. Para a Justiça Eleitoral, a iniciativa busca justamente reduzir barreiras físicas que ainda afastam parte do eleitorado das urnas.