A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência, que apura suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares. A ação cumpre quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.
Os mandados foram expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e miram práticas de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Terceira fase de uma investigação que já dura mais de um ano
A Operação Transparência é um desdobramento de apuração aberta em dezembro de 2025, quando a Polícia Federal começou a rastrear a destinação de recursos por meio de emendas parlamentares. Nesta terceira fase, os investigadores buscam reunir provas documentais que sustentem os indícios já levantados contra os alvos da operação.
A Operação Transparência tem raízes em agosto de 2025, quando o próprio ministro Flávio Dino determinou à PF que apurasse R$ 694,6 milhões em emendas com indícios de irregularidades apontados pelo TCU — a mesma base investigativa que desembocou na ação desta segunda-feira.
Os crimes investigados — exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro — indicam que a PF busca comprovar não apenas o desvio de recursos, mas também a existência de um esquema estruturado de influência sobre a liberação das verbas.
Caso se soma a outras apurações recentes sobre emendas
A ação desta segunda-feira reforça uma sequência de operações da Polícia Federal contra o uso irregular de emendas parlamentares. Em junho, um caso semelhante resultou em buscas contra o deputado Maranhãozinho, já condenado pelo STF pelo mesmo tipo de crime — sinal de que a corporação tem aprofundado sistematicamente as investigações sobre o sistema de emendas.
Até o momento, a PF não divulgou os nomes dos investigados na Operação Transparência. A reportagem está em atualização e novos detalhes devem ser divulgados à medida que a apuração avança.