Negócios

Nubank estreia nos Estados Unidos com contas, cartões e remessas

Cofundadora Cristina Junqueira anuncia Nu Global, conta multimoeda com bitcoin e stablecoins
Logo do Nubank simbolizando o lançamento das Nubank contas nos Estados Unidos e expansão global

O Nubank começou a oferecer produtos financeiros nos Estados Unidos nesta quinta-feira (10), por meio de parcerias com bancos locais. O lançamento foi anunciado em evento em Miami pelo presidente-executivo David Vélez e pela CEO do Nubank nos EUA, Cristina Junqueira.

Os primeiros produtos incluem uma conta que rende 3,50% ao ano, cartões de crédito e débito sem anuidade e remessas internacionais para Brasil, México e Colômbia.

Nu Account e cartão sem anuidade

A conta batizada de Nu Account foi criada em parceria com o Lead Bank, instituição associada à Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), que garante depósitos bancários nos Estados Unidos dentro dos limites legais. O produto rende 3,50% ao ano sobre os dólares depositados e vem com cartão de débito, ferramentas para separar valores de poupança, pagamento de contas e transferências locais e internacionais.

O Nubank também lançou um cartão de crédito sem anuidade, em parceria com a Mastercard, com cashback ilimitado de 1,5% nas compras — percentual que pode chegar a 2% conforme condições de elegibilidade cumpridas pelo cliente.

Nu Global: conta multimoeda com criptoativos

Além dos produtos voltados ao mercado americano, a empresa apresentou o Nu Global, conta digital multimoeda para quem movimenta dinheiro entre países. Os valores depositados são convertidos em dólares digitais (USDC) ou euros digitais (EURC) — stablecoins atreladas às moedas — com rendimento de 3,50% ao ano para USDC e 2,20% ao ano para EURC. A conta permite enviar e receber valores em mais de 35 países, começando pela Europa e pela América Latina, e possibilita a negociação de bitcoin e ethereum diretamente pelo aplicativo.

Caminho regulatório nos EUA

O Nubank pediu, em setembro de 2025, uma licença bancária nacional ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC), regulador responsável pela supervisão de bancos nacionais no país. A aprovação condicional saiu em janeiro de 2026, mas o banco ainda depende de etapas junto ao Federal Reserve e à FDIC para operar diretamente — por isso, os produtos lançados nesta quinta-feira dependem de parcerias com outras instituições financeiras.

O movimento não é isolado: em agosto, o Itaú Unibanco também recebeu aval preliminar do OCC para abrir um banco nos Estados Unidos, evidenciando uma corrida de grandes bancos brasileiros ao mercado americano pelo mesmo caminho regulatório.

A expansão chega em um momento de força financeira para o Nubank: em agosto, o banco registrou lucro de US$ 1,061 bilhão no segundo trimestre de 2026, o primeiro resultado bilionário de sua história. A movimentação também acompanha um plano de investimentos mais amplo: em abril, a empresa anunciou aporte de R$ 45 bilhões no Brasil ao longo de 2026. Segundo Cristina Junqueira, a expectativa é operar diretamente nos Estados Unidos já no próximo ano.

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