O Nubank registrou lucro líquido de US$ 1,061 bilhão no segundo trimestre de 2026, o primeiro resultado trimestral bilionário da história do banco. O valor representa alta de 17% na comparação anual e foi divulgado nesta quinta-feira (13).
A receita bruta somou US$ 5,9 bilhões, avanço de 39%, impulsionada pelo crescimento de 37% na carteira de crédito, que chegou a US$ 39,4 bilhões, e pela expansão da base de clientes na América Latina.
O salto no lucro representa uma virada em relação ao trimestre anterior, quando o banco registrou lucro de US$ 871,4 milhões, resultado 11% abaixo das projeções dos analistas e marcado pela alta da inadimplência.
Apesar da melhora, o índice de inadimplência acima de 90 dias sem pagamento voltou a subir no 2º trimestre, chegando a 6,9%. Segundo o Nubank, o movimento é sazonal e reflete a migração de atrasos iniciais registrados nos primeiros três meses do ano.
Mais clientes e maior atividade
A base global de usuários chegou a 139 milhões de clientes, 4 milhões a mais do que no trimestre anterior. Do total, quase 118 milhões estão no Brasil, 15,8 milhões no México e 5 milhões na Colômbia.
O Nubank afirmou ainda se consolidar como banco principal dos consumidores brasileiros: a taxa de atividade mensal dos clientes superou 86% pela primeira vez na história da empresa.
O resultado positivo chega poucos meses depois de o banco anunciar um plano de investir R$ 45 bilhões no Brasil em 2026, com foco em expansão do crédito por meio de inteligência artificial e na busca por uma licença bancária plena no país.
A receita bruta do trimestre somou US$ 5,9 bilhões, alta de 39% frente ao mesmo período de 2025, enquanto os depósitos totais cresceram 18%, para US$ 45,3 bilhões. Os números reforçam a estratégia do banco de diversificar receita, avançando entre clientes de maior renda e pequenas empresas, públicos historicamente menos explorados pela fintech em seus primeiros anos de operação.