O Itaú Unibanco recebeu nesta segunda-feira (17) autorização preliminar do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para criar um banco com licença nacional nos Estados Unidos, batizado de Itaú Bank.
A aprovação é um passo relevante no processo, mas ainda não garante o início das operações: o banco depende de aval do Federal Reserve e da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) para funcionar no país.
O que diz o comunicado
Em fato relevante enviado ao mercado nesta segunda-feira, o Itaú afirmou que a licença do OCC é uma etapa importante para o estabelecimento do Itaú Bank, mas destacou que a autorização “não representa autorização final para o início das suas atividades”.
Segundo o banco, a abertura da nova operação segue condicionada ao cumprimento de exigências regulatórias e operacionais, além da aprovação de outras autoridades — entre elas o Federal Reserve, equivalente ao Banco Central americano, e a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), agência que protege depositantes nos Estados Unidos.
O Itaú é o maior banco privado do Brasil e mantém operações nos Estados Unidos desde 1979. Segundo a instituição, a criação do Itaú Bank está alinhada à estratégia de ampliar a capacidade de atender clientes no país e oferecer um portfólio mais completo de produtos e serviços financeiros no mercado americano.
Movimento segue tendência do setor
A busca por licença bancária nos Estados Unidos não é exclusividade do Itaú. Em janeiro, o Nubank já havia recebido aprovação condicional do regulador norte-americano para operar como banco no país — movimento que integra a estratégia global do banco digital brasileiro, que também anunciou investimentos bilionários no Brasil em 2026.
Se confirmada, a aprovação definitiva do Itaú Bank pelo Federal Reserve e pelo FDIC deve ampliar a presença do banco brasileiro no mercado financeiro americano, onde já atua há mais de quatro décadas atendendo clientes corporativos e de private banking.