Os Correios esperam fechar até a próxima terça-feira, dia 15 de setembro, um novo empréstimo de R$ 7 bilhões para aliviar a crise financeira da estatal, apurou o g1.
O crédito será viabilizado por um consórcio de bancos que reúne três instituições estrangeiras — Citibank, J.P. Morgan e Deutsche Bank — além do banco público Banrisul, repetindo o formato usado no empréstimo do fim de 2025.
Compromisso já estava nos balanços
A operação de R$ 7 bilhões não é novidade para o mercado: o valor já constava nas demonstrações financeiras do primeiro semestre dos Correios, divulgadas no final de agosto. No mesmo documento, a estatal reafirmou o aporte de R$ 6 bilhões que o Tesouro Nacional se comprometeu a repassar até o fim de 2027.
O desenho da operação repete a estratégia adotada há menos de um ano. Em dezembro de 2025, os Correios já haviam recorrido a um consórcio de bancos para captar R$ 12 bilhões, na ocasião formado inteiramente por instituições nacionais. Agora, a presença de três bancos estrangeiros no grupo — inédita no histórico recente da estatal — amplia o alcance da operação ao mercado financeiro internacional.
O pano de fundo da negociação é a sequência de resultados negativos: os Correios somam 15 trimestres seguidos no vermelho e fecharam o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 5,6 bilhões.
Apesar do resultado negativo, os números do segundo trimestre trazem um sinal de alívio: o prejuízo do período foi menor do que os registrados no trimestre anterior e no último trimestre de 2025, indicando um princípio de recuperação depois do resultado recorde negativo do primeiro trimestre de 2026.
A costura do crédito internacional confirma um movimento que o governo já sinalizava desde março, quando anunciou o aporte de capital para 2027 e admitiu publicamente que avaliava buscar um novo empréstimo para reforçar o caixa da estatal.