A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, o maior resultado para o mês em três anos, informou nesta sexta-feira (4) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, o saldo positivo chegou a US$ 55,3 bilhões, alta de 28,2% em relação a igual período do ano passado.
O resultado é puxado pelo avanço das exportações, que somam US$ 250,85 bilhões no ano, alta de 10,3%, ritmo mais acelerado que o das importações.
Exportações crescem mais que importações
Nos oito primeiros meses de 2026, as exportações brasileiras somaram US$ 250,85 bilhões, avanço de 10,3% em relação ao mesmo período de 2025, pela média diária. As importações, por sua vez, cresceram em ritmo mais lento: totalizaram US$ 195,53 bilhões, alta de 6,1% na mesma comparação.
A diferença de ritmo entre os dois lados da balança explica boa parte do salto do superávit acumulado, que passou de US$ 43,2 bilhões nos oito primeiros meses de 2025 para US$ 55,3 bilhões neste ano.
Déficit com os Estados Unidos persiste
Apesar do resultado positivo geral, o comércio bilateral com os Estados Unidos seguiu no vermelho. Em agosto, o Brasil registrou déficit de US$ 824 milhões com o país, e no acumulado do ano o saldo negativo chegou a US$ 3,21 bilhões, segundo o MDIC.
O quadro ocorre mesmo com a recuperação das vendas brasileiras ao mercado americano: as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 3,19 bilhões em agosto, alta de 12,1% no mês. Já as importações vindas do país totalizaram US$ 4,01 bilhões, com crescimento de apenas 1,1%.
O resultado de agosto marca uma reviravolta em relação a julho, quando o superávit somou US$ 7,1 bilhões e as exportações para os EUA ainda recuavam 5% — quadro que se inverteu no mês seguinte, com a alta de 12,1% nas vendas ao mercado americano.
A comparação com agosto do ano passado também mostra melhora na relação bilateral: naquele mês, o déficit com os EUA havia chegado a US$ 1,23 bilhão, o maior patamar do ano, valor que recuou para US$ 824 milhões agora, sinalizando uma recuperação gradual das exportações brasileiras diante do cenário tarifário imposto pelo governo americano.
Ainda assim, o desempenho do comércio exterior brasileiro segue como um dos poucos indicadores consistentemente positivos da economia em 2026, com o superávit acumulado já 28,2% acima do registrado até agosto do ano passado.