Economia

Balança comercial sobe 66% e fecha junho com superávit de US$ 9,8 bilhões

Alta expressiva ocorre enquanto o Brasil negocia para evitar sobretaxas americanas de 25%
Superávit balança comercial Brasil junho: negociações entre governo Lula e Trump sobre tarifas

O Brasil registrou superávit de US$ 9,8 bilhões na balança comercial em junho, resultado 66% superior ao do mesmo mês de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 5,9 bilhões.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O salto ocorre em meio a uma disputa tarifária com os Estados Unidos, que ameaça impor sobretaxas de 25% sobre produtos brasileiros.

Semestre positivo para o comércio exterior

No acumulado de janeiro a junho, o saldo da balança comercial atingiu US$ 42,4 bilhões, avanço de 40,3% sobre o mesmo período de 2025, quando o resultado foi de US$ 30,2 bilhões.

As exportações somaram US$ 184,8 bilhões no primeiro semestre, com crescimento de 11,5% na média diária por dia útil. As importações chegaram a US$ 142,4 bilhões, com alta de 5,1% no mesmo critério.

No mês de junho, as vendas ao mercado americano cresceram 3,7% ante o mesmo mês do ano passado — de US$ 3,34 bilhões para US$ 3,47 bilhões —, revertendo uma sequência de quedas registradas nos meses anteriores.

China e União Europeia seguem como os principais destinos das exportações brasileiras, com os Estados Unidos na terceira posição.

Diplomacia comercial em campo

Os resultados positivos chegam em um momento de tensão nas relações bilaterais. O governo Trump conduz uma investigação que acusa o Brasil de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os norte-americanos, usando o argumento como base para a proposta de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros.

Na quarta-feira (1º), Brasília encaminhou uma resposta formal a Washington. No documento, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, o governo argumenta que as críticas americanas ao PIX e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não têm base comercial — e refletem, na avaliação brasileira, divergências sobre políticas internas, não práticas de comércio desleal.

Na mesma sexta-feira, o vice-presidente Alckmin apresentou um argumento central da estratégia do governo: dos dez produtos que os EUA mais exportam ao Brasil, oito já têm tarifa zero — dado que o Planalto usa para contestar a lógica do tarifaço. Entenda o posicionamento de Alckmin frente às tarifas americanas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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