A Receita Federal informou nesta terça-feira (25) que a arrecadação do governo federal somou R$ 289,3 bilhões em julho, novo recorde para o mês desde o início da série histórica, em 1995.
O resultado representa alta real de 9% ante julho de 2025, quando a arrecadação somou R$ 265,5 bilhões corrigidos pela inflação.
O avanço reflete o crescimento da economia brasileira e os aumentos de impostos do governo Lula, além da disparada do petróleo com a guerra entre Estados Unidos e Irã.
Petróleo e impostos puxam a alta
Segundo a Receita Federal, a arrecadação também foi impulsionada pela tributação e pela disparada do preço do petróleo, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã. Com a cotação mais alta, cresceram as receitas do governo com o produto, como royalties e extração. O Executivo também instituiu uma taxação extra sobre exportações.
Não é a primeira vez que o petróleo e os aumentos de impostos aparecem como protagonistas dos resultados recordes. Em maio, a arrecadação federal já havia somado R$ 266,8 bilhões, também recorde histórico para o mês, sustentada pelos mesmos fatores. A sequência de recordes de 2026 havia começado ainda antes: em março, os cofres públicos arrecadaram R$ 229 bilhões, com alta real de 5%, o maior valor para o mês em 32 anos de série histórica.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a arrecadação federal somou R$ 1,87 trilhão em valores correntes. Corrigido pela inflação, o total chega a R$ 1,9 trilhão de janeiro a julho — alta real de 7% sobre o mesmo período de 2025, quando havia somado R$ 1,77 trilhão. É o maior valor da série histórica para o período.
Recorde deve sustentar meta fiscal de 2026
Assim como nos últimos anos, o governo espera contar com o aumento da arrecadação para tentar cumprir a meta fiscal de 2026. A regra prevê que as contas públicas fechem o ano com resultado positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34,3 bilhões.
A norma, no entanto, permite que o governo retire desse cálculo até R$ 57,8 bilhões em despesas, recursos que podem ser usados para pagar precatórios — gastos com sentenças judiciais contra a União. Na prática, a folga dá ao Executivo mais espaço para bater a meta mesmo com despesas elevadas.