Economia

Bradesco supera expectativas e lucra R$ 6,8 bi no 1º trimestre de 2026

ROE avança para 15,8% e provisões sobem 26,5%, enquanto carteira de crédito atinge R$ 1,1 trilhão
Bradesco lucro primeiro trimestre 2026 - logos dos principais bancos brasileiros em composição editorial

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 16,1% na comparação anual e 4,5% em relação ao quarto trimestre de 2025.

O resultado superou as projeções de analistas compiladas pela LSEG, que estimavam lucro de R$ 6,7 bilhões e retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 15,6%. O banco atingiu ROE de 15,8%.

As receitas totais chegaram a R$ 36,9 bilhões, alta de 14% sobre o primeiro trimestre de 2025, impulsionadas por margem financeira líquida de quase R$ 10,4 bilhões.

Crédito cresce, mas provisões pressionam balanço

A carteira de crédito expandida encerrou março em R$ 1,1 trilhão, crescimento de 8,4% em 12 meses. O portfólio de pessoas físicas avançou 9,5%, enquanto o de pessoas jurídicas cresceu 7,6%, com destaque para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que expandiram 14,4% no período.

O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2%, ante 4,1% registrados tanto um ano antes quanto no quarto trimestre de 2025. O banco atribuiu o movimento a operações de capital de giro com garantias, que afetaram o indicador de MPMEs em 0,2 ponto percentual.

O custo do crédito — representado pela despesa de provisões (PDD) expandida — saltou 26,5% na comparação anual, para quase R$ 9,7 bilhões. No atacado, a PDD chegou a R$ 800 milhões, ante R$ 300 milhões no trimestre anterior e R$ 200 milhões um ano antes. No varejo, totalizou R$ 8,8 bilhões, frente a R$ 7,4 bilhões no mesmo período de 2025, impactada por operações com programas emergenciais e crédito rural de safras mais antigas.

O salto nas provisões reflete um ambiente de estresse no varejo que já havia acendido alertas no setor: no primeiro trimestre, o rotativo do cartão atingiu R$ 110 bilhões a juros de 428% ao ano, pressionando as provisões de toda a indústria bancária.

Eficiência avança e banco confirma guidance para 2026

As despesas operacionais somaram R$ 16,2 bilhões, alta de 7,8% no ano — crescimento bem abaixo das receitas. O índice de eficiência melhorou de 51,8% para 49,2%, refletindo ganhos operacionais que reforçam a trajetória de melhora da rentabilidade.

O segmento de seguros contribuiu com lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, alta de 13% no ano, com ROAE de 21,6%. Em fevereiro, o banco havia anunciado a criação da Bradsaúde, conglomerado que une Bradesco Saúde, Odontoprev e Atlântica Hospitais e Participações.

Para 2026, o Bradesco manteve a previsão de crescimento da carteira de crédito expandida entre 8,5% e 10,5%. Ao fim de março, o banco contava com 1.938 agências, índice de Basileia de 17,4%, capital principal de 12,7% e ativos totais de quase R$ 2,48 trilhões.

O resultado foi divulgado um dia após o Itaú registrar R$ 12,3 bilhões de lucro no mesmo trimestre, com ROE de 24,8% — diferença que evidencia estágios distintos de maturidade entre os dois maiores bancos privados do país.

O contexto de endividamento das famílias levou o governo a lançar o Novo Desenrola nesta semana, programa de renegociação de dívidas para famílias, MPMEs e agricultores familiares — sinal de que as pressões no varejo bancário seguem no radar das políticas públicas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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