Negócios

H&M abre lojas no Nordeste e chega a 13 unidades no Brasil

Rede sueca amplia operação com novas unidades em Recife, Fortaleza e Rio de Janeiro
Fachada de loja H&M com mapa do Nordeste ao fundo, simbolizando H&M abre lojas no Nordeste

A varejista sueca H&M anunciou nesta quinta-feira (13) a abertura de quatro novas lojas no Brasil, incluindo duas unidades no Nordeste, região onde a marca ainda não tinha presença física.

As lojas serão inauguradas em shoppings de Recife e Fortaleza ao longo do segundo semestre, um ano depois da estreia da rede no país, em São Paulo.

Outras duas unidades abrirão no Rio de Janeiro, cidade que já recebe a marca desde 2025.

Da estreia em São Paulo a três regiões do país

A H&M abriu sua primeira loja brasileira há um ano, no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Desde então, a rede ampliou a operação com mais cinco unidades no estado paulista, uma no Rio de Janeiro e duas no Rio Grande do Sul.

Com as quatro inaugurações anunciadas nesta quinta, o total sobe para 13 lojas, distribuídas entre Sudeste, Sul e Nordeste — três das cinco regiões brasileiras.

Segundo um executivo da companhia identificado como Pereira, os dados do canal de vendas online indicaram uma forte base de consumidores no Nordeste, o que motivou a escolha de Recife e Fortaleza para a chegada da marca à região.

Estrutura logística no país

A operação brasileira da H&M é abastecida por um centro de distribuição em Extrema, em Minas Gerais, com cerca de 24 mil metros quadrados.

Modelo de trabalho e o peso do Custo Brasil

Desde que desembarcou no país, a H&M adotou para os funcionários brasileiros uma jornada de cinco dias de trabalho com dois dias de descanso. Segundo um executivo da varejista, a medida integra a estratégia de retenção de equipe: “Isso é parte do modelo de negócio, assegurar as melhores condições possíveis e os melhores benefícios, para que os colaboradores permaneçam”.

A expansão, no entanto, vem acompanhada de um desafio já documentado: análise do BTG Pactual mostrou que o “Custo Brasil” — carga tributária, logística e câmbio — faz a H&M praticar preços significativamente maiores no país do que em outros mercados.

Ainda assim, o ritmo de aberturas indica que a varejista sueca aposta na continuidade do crescimento no mercado brasileiro, ampliando a presença física para além do eixo Sudeste-Sul, onde concentrou as primeiras lojas.

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