Negócios

GWM inicia produção em São Paulo e amplia presença chinesa no setor automotivo brasileiro

Nova fábrica em Iracemápolis reforça estratégia de expansão das montadoras chinesas com foco em veículos híbridos e elétricos

A GWM inaugurou nesta sexta-feira (15) sua fábrica em Iracemápolis, interior de São Paulo, tornando-se a segunda grande montadora chinesa a operar no Brasil.

Seguindo o modelo de montagem de componentes importados, a empresa prevê alcançar 60% de conteúdo nacional até 2026.

O primeiro veículo produzido será o SUV Haval H6, seguido pela picape Poer P30 e o SUV Haval H9, com início da produção previsto ainda para agosto.

Detalhes dos modelos produzidos

Haval H6

O Haval H6 foi o primeiro modelo da GWM lançado no Brasil e está disponível em cinco versões, todas híbridas. Três versões utilizam o sistema convencional (HEV) e duas contam com baterias maiores no sistema plug-in (PHEV), oferecendo até 113 quilômetros de autonomia no modo elétrico. As dimensões variam: comprimento de 4,72 metros (HEV e PHEV) ou 4,68 metros (GT), largura de 1,88 metros (HEV e PHEV) ou 1,94 metros (GT) e altura de 1,73 metro para todas as versões.

Haval H9

O Haval H9 é um SUV de sete lugares, concorrente do Caoa Chery Tiggo 8, equipado com motor 2.4 Turbo Diesel de 184 cv e 48,9 kgfm de torque, além de transmissão automática de nove marchas. Suas dimensões são: comprimento de 4,95 metros, largura de 1,97 metro e altura de 1,93 metro. Entre os itens de série, destacam-se faróis em LED, assentos climatizados de couro, central multimídia de 14,6 polegadas, câmera 360 graus, controle remoto via aplicativo, carregador por indução, piloto automático adaptativo e sistemas ADAS.

Poer P30

A picape Poer P30 compartilha o motor turbo diesel e os itens de série do H9, mas possui dimensões próprias: comprimento de 5,41 metros, largura de 1,94 metro e altura de 1,88 metro.

Expansão das montadoras chinesas no Brasil

Além da GWM, outras marcas chinesas seguem o modelo de montagem de componentes pré-fabricados no Brasil. A BYD inaugurou sua fábrica em Camaçari (BA) em julho, com capacidade para 150 mil veículos por ano, produzindo modelos como Dolphin Mini, King e Song Pro. A GWM, por sua vez, iniciou operações em Iracemápolis (SP), com capacidade inicial de 30 mil veículos anuais, podendo chegar a 50 mil em três anos.

A GAC planeja abrir uma fábrica em 2026, em Catalão (GO), enquanto a Geely utilizará a unidade da Renault em São José dos Pinhais (PR) para montagem e produção de motores. A Chery, pioneira entre as chinesas, possui duas unidades: uma em Jacareí (SP), atualmente em modernização, e outra em Anápolis (GO), com capacidade de 80 mil veículos por ano, onde são produzidos os modelos Tiggo 5X, 7 e 8.

Essas iniciativas refletem a crescente presença chinesa no setor automotivo brasileiro, com foco em veículos híbridos e elétricos, e a busca por maior nacionalização de componentes nos próximos anos.

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