O PT e o PSOL venceram nesta quarta-feira (5) a disputa pelas primeiras suplências nas candidaturas ao Senado por São Paulo de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), respectivamente.
A corrida se intensificou porque as duas podem deixar o Senado para voltar a ministérios caso Lula seja reeleito presidente, abrindo caminho para que os suplentes assumam as cadeiras.
Como ficaram as chapas
Na candidatura de Tebet, o PSB confirmou nesta quarta-feira (5) que a primeira suplência ficou com Laio Morais, ex-chefe de gabinete de Fernando Haddad (PT) no Ministério da Fazenda. A segunda suplência coube a Marcelo Barbieri (PDT), ex-prefeito de Araraquara.
Já na chapa de Marina, o PSOL, federado com a Rede, garantiu a primeira suplência para Djalma Nery, vereador em São Carlos. A segunda ficou com Antonio Neto (PDT), vice-presidente estadual do partido.
Ficaram de fora o PV, federado ao PT, que havia indicado o vereador paulistano Roberto Tripoli, e o PCdoB, que apostava no ex-deputado estadual Alcides Amazonas.
Disputa pública nos bastidores
A concorrência pelas suplências ganhou repercussão nas últimas semanas, com o PDT reclamando publicamente de estar em segundo plano nas negociações. O partido já havia sinalizado sua insatisfação com os acordos quando oficializou apoio a Haddad em 24 de julho, ocasião em que reivindicava as primeiras suplências tanto de Marina quanto de Tebet — demanda que não se concretizou.
Antonio Neto, vice-presidente estadual do PDT que assumiu a segunda suplência de Marina, chegou a defender candidaturas próprias ao Senado em São Paulo caso a legenda ficasse fora das primeiras vagas. “Uma candidatura própria ao Senado passa a ser uma alternativa legítima, inclusive para garantir estrutura política, visibilidade e condições mínimas para as nossas candidaturas a deputado federal e estadual”, afirmou em comunicado divulgado na segunda-feira (3).
Segundo Neto, o partido fez concessões para viabilizar a aliança em torno de Haddad, mas topou permanecer nas chapas “em nome da unidade”. Na federação PSOL-Rede, a indicação de Djalma Nery já havia sido anunciada na convenção realizada em 26 de julho, mas a confirmação final dependeu do desfecho das negociações com os demais aliados.