O União Brasil oficializou nesta terça-feira (4) a neutralidade do partido na eleição presidencial de 2026, durante convenção nacional híbrida realizada na sede da legenda, em Brasília.
O presidente Antônio Rueda, que acompanhou o encontro remotamente, divulgou nota liberando os candidatos da sigla para apoiar quem quiserem em seus estados.
Decisão segue federação com o PP
A posição do União Brasil repete o movimento do Partido Progressistas (PP), que se declarou neutro na sexta-feira (31). Como as duas siglas formam uma federação desde este ano, precisam adotar programas semelhantes e atuar, na prática, como um único partido.
Foi a neutralidade do PP que descartou a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) compor a chapa como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência.
Segundo o texto Lula articula para manter PP e União Brasil neutros e isolar Flávio Bolsonaro, a decisão não pegou o Planalto de surpresa: desde julho, o governo Lula atuava nos bastidores junto ao Centrão para convencer a federação União-PP a adotar neutralidade e esvaziar o arco de alianças do candidato do PL.
Republicanos fecha mais uma porta para Flávio Bolsonaro
Ainda nesta terça, o Republicanos também anunciou neutralidade na disputa presidencial. Conforme apurado em Republicanos declara neutralidade e frustra aliança de Flávio Bolsonaro, a sigla fechou mais uma porta para o senador às vésperas do prazo final para registro de chapas.
O PL vinha tentando o apoio tanto do União Brasil quanto do Republicanos para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Com as duas negativas no mesmo dia, o campo de alianças do senador fica mais restrito.
O União Brasil tem peso relevante no Congresso: são 52 deputados e três senadores em exercício, entre eles o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), uma das principais lideranças da sigla.