Tecnologia

Celular vira ferramenta pedagógica em 4 de cada 10 escolas do país

Pesquisa do Cetic.br mostra que infraestrutura e internet ainda travam o uso educativo do aparelho
Grupo de adolescentes em sala de aula ilustra uso do celular como ferramenta pedagógica nas escolas

Quase dois anos após a proibição do uso de celulares em sala de aula, o levantamento TIC Educação 2025 mostra que 4 em cada 10 escolas brasileiras ainda permitem que os alunos levem o aparelho pessoal para as dependências escolares.

Divulgada nesta semana pelo Cetic.br, núcleo do NIC.br, a pesquisa ouviu 2.404 gestores de escolas públicas e privadas e revela que 66% das instituições que autorizam o aparelho já o usam como ferramenta pedagógica, prática mais comum no Norte, no Nordeste e em áreas rurais.

Regras variam conforme a rede de ensino

Entre as escolas que não garantem a permanência do celular com o aluno, 51% proíbem completamente que o aparelho pessoal entre na instituição. Outras 24% permitem que ele fique guardado em bolsos ou mochilas durante as aulas, enquanto apenas 16% oferecem um local específico para o armazenamento. Uma em cada dez escolas (9%) não soube informar como lida com a questão ou não respondeu à pesquisa.

O levantamento do Cetic.br mostra que o rigor na aplicação da proibição também depende do tipo de rede e da etapa de ensino. Escolas municipais, dos anos iniciais do fundamental e localizadas em áreas urbanas tendem a ser mais restritivas, vetando por completo o uso do aparelho pelos estudantes.

Já as escolas estaduais e as de ensino médio enfrentam mais dificuldade para fazer cumprir a restrição. São justamente essas instituições que mais permitem que o celular permaneça com o aluno, mesmo quando a orientação é de que o aparelho fique guardado durante o período de aula.

Conexão de internet ainda divide as escolas

Além do uso do celular, o TIC Educação 2025 avaliou a infraestrutura tecnológica disponível para atividades pedagógicas — e encontrou disparidades ainda maiores entre as redes de ensino. O documento traz a evolução da conexão de internet destinada aos alunos em salas de aula comuns, em salas de recursos com robótica e em pátios ou áreas de recreação.

A pesquisa é conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), ligado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A edição 2025 ouviu, por telefone, 2.404 gestores de escolas públicas e particulares em áreas urbanas e rurais de todo o país.

Os resultados reforçam um desafio já apontado por gestores: sem internet estável e equipamentos suficientes, a integração do celular ao ensino esbarra em limites estruturais que variam conforme a região e o porte da escola.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Guerra no Oriente Médio eleva custo de combustível das aéreas em R$ 5,2 bi

China lança sete novas marcas de carros no Brasil até 2028

Aliada de Milei pede volta de embaixador brasileiro à Argentina

Janja pede bloqueio imediato do Discord após caso de suicídio induzido