A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou nesta terça-feira (4) ter emitido qualquer aviso sobre ovos de plástico ou petróleo à venda no Brasil. Segundo o órgão, não existe registro de ovos artificiais aprovados para consumo no país.
O desmentido responde a publicações que circularam nas redes sociais nos últimos dias, afirmando sem provas que a agência teria flagrado ovos fabricados com plástico e derivados de petróleo.
Fiscalização de granjas é responsabilidade do Mapa
A Anvisa reforçou que a fiscalização das granjas e da produção de ovos no Brasil não está sob sua alçada, e sim do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A agência atua na regulação sanitária de produtos, mas não avalia diretamente o processo produtivo nas propriedades rurais.
Para evitar fraudes e garantir segurança alimentar, a Anvisa recomenda que o consumidor compre ovos apenas de estabelecimentos inspecionados. O rótulo da embalagem deve trazer informações claras sobre origem, número de lote e prazo de validade — dados que permitem rastrear o produto até a granja de origem.
Cuidados no armazenamento
Segundo a agência, os ovos devem ser mantidos refrigerados e consumidos bem cozidos. A orientação é não lavar o produto antes de guardá-lo, já que a casca possui uma película natural que dificulta a entrada de bactérias, como a salmonela. Caso haja sujeira visível na superfície, a lavagem deve ser feita apenas pouco antes do preparo.
Não é a primeira vez que a Anvisa desmente alertas falsos
Casos de desinformação sobre produtos regulados pela Anvisa não são incomuns. No dia anterior ao desmentido sobre os ovos, a agência havia determinado a apreensão de um lote falsificado do suplemento Omegafor Plus — prova de que produtos irregulares realmente existem no mercado, mas que, no caso dos ovos, o alerta que circulou nas redes não tinha nenhuma base real.
Enquanto o boato sobre ovos de plástico se espalhava sem fundamento, um levantamento divulgado em julho apontou um problema concreto no setor: 64% dos supermercados brasileiros não avançaram na oferta de ovos livres de gaiolas, descumprindo compromissos públicos assumidos com prazo até 2030.