Política

STF retoma julgamentos nesta segunda com pauta polêmica em agosto

Código de Ética para ministros só deve avançar após as eleições de outubro, dizem bastidores da Corte
Ministro Fachin diante do STF em pauta dos julgamentos agosto 2026 com agenda polêmica

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma os julgamentos nesta segunda-feira (3), após o recesso de julho, com uma pauta de agosto que mistura temas sensíveis e a expectativa por avanços nas investigações do Banco Master, do escândalo do INSS e das emendas parlamentares.

Na sessão de abertura, o presidente da Corte, Edson Fachin, discursa à tarde e já sinaliza os rumos do semestre — inclusive da proposta de Código de Ética para os ministros, que segue resistida internamente e só deve avançar após o pleito de outubro.

Julgamentos que podem pautar agosto

Entre os temas que devem ser analisados já nesta reabertura estão ações que discutem a restrição de isenção tributária para pessoas com deficiência (PCD), a aplicação da Lei Maria da Penha a agressores fora do círculo familiar ou afetivo e a extensão da proibição de nepotismo a cargos políticos.

O STF também pode marcar o julgamento das ações que questionam a Lei da Dosimetria, que prevê redução de penas para condenados pelos atos golpistas de 2023 e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mudanças na Lei da Ficha Limpa, que alteraram a contagem do prazo de inelegibilidade, também estão pendentes de análise pelos ministros.

Código de Ética e reforma do Judiciário

A proposta de Código de Ética para os ministros, relatada pela ministra Cármen Lúcia, ainda enfrenta resistências em uma ala da Corte. A ideia é reunir consenso sobre regras de transparência, como divulgação de participação em eventos públicos e privados e mecanismos contra conflitos de interesse — mas, segundo ministros ouvidos reservadamente, o texto só deve avançar depois das eleições de outubro.

O retorno do STF coincide com a retomada gradual do Congresso, que também adiou o recesso para focar no calendário eleitoral de outubro — um fator que, nos bastidores do Supremo, ajuda a explicar por que o Código de Ética foi empurrado para depois da disputa.

Até o fim do ano, a Corte também espera concluir a proposta de reforma do Judiciário, debatida por um grupo de 19 juristas, magistrados e acadêmicos, com foco em transformação digital, uso de inteligência artificial e combate à lentidão processual. Ministros ainda admitem que o STF pode ser provocado a discutir decisões do TSE sobre desinformação e uso de IA nas eleições.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Pacote econômico de Lula chega a R$ 283 bi e se aproxima do de Bolsonaro

PL lança candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

PF adia depoimento de Valdemar Costa Neto sobre emendas

Aliada econômica de Flávio Bolsonaro detalha plano de corte de 1,5% do PIB