O senador Cleitinho (Republicanos-MG) não será candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A confirmação foi dada pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, à Globonews nesta terça-feira (28).
Em nota, o partido afirmou que a ausência do senador na Convenção Estadual de Minas Gerais, no sábado (25), configurou “um fato político objetivo” que gerou consequências inevitáveis para a legenda no estado.
Indecisão custou o apoio do partido
Segundo a nota assinada pelas executivas estadual e nacional do Republicanos, a sigla trabalhou meses para viabilizar a candidatura de Cleitinho, mas faltou “a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo”. O texto lembra que decisões estratégicas foram adiadas para preservar a viabilidade da candidatura do senador, que nunca se confirmou.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reforçou que Cleitinho “perdeu o timing” para compor o palanque de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, em Minas Gerais. “Cleitinho muda de ideia toda hora […] Para o Executivo vai ter dificuldade. O mineiro é educado, calmo. Cleitinho daquele jeito mais intenso não vai conseguir vencer no segundo turno”, disse Valdemar.
Nesta terça (28), horas antes da confirmação, o senador havia publicado um vídeo feito por inteligência artificial em que reencontra o pai e o irmão Mateus Azevedo, morto na semana passada por leucemia. Na peça, o irmão diz: “Vá e faça o que precisa ser feito […] Seja forte e corajoso. Não olhe nem para a esquerda nem para a direita, siga em frente”.
Republicanos oficializa apoio a Marcelo Aro
Com a saída de Cleitinho do tabuleiro, o Republicanos oficializou apoio ao ex-secretário de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP), à disputa pelo Palácio da Liberdade. O acerto foi selado em reunião por videoconferência nesta terça (28), com a participação de Aro, Flávio Bolsonaro e Marcos Pereira.
Aro era cotado para concorrer ao Senado na chapa de reeleição do governador Mateus Simões (PSD), mas o plano perdeu força depois que o senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, se filiou ao PSD e ocupou o espaço que seria de Aro. Diante do impasse, o ex-secretário decidiu lançar candidatura própria ao governo estadual.
A movimentação também expõe as fragilidades da atual gestão mineira: Zema e Simões cumpriram apenas 4 das 12 promessas de campanha feitas em 2022, cenário que deve pautar o debate eleitoral no estado. Já a disputa presidencial segue como pano de fundo: a indefinição de Cleitinho se arrastava desde a convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como pré-candidato ao Planalto, no mesmo sábado em que o senador faltou ao encontro estadual do Republicanos.
