Economia

Fim da taxa das blusinhas dispara importações para 28 milhões em junho

Estados mantêm o ICMS e disputa no Congresso e no STF vai decidir o futuro da isenção
STF simboliza o julgamento que decidirá o fim da taxa das blusinhas, com Lula ao fundo no debate político

As encomendas internacionais enviadas ao Brasil dispararam em junho, primeiro mês completo sem a cobrança da taxa das blusinhas, segundo a Receita Federal. O órgão registrou 28,36 milhões de remessas recebidas no país no período.

O salto ocorre após o fim da tributação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, extinta por Medida Provisória em meados de maio pela equipe econômica do governo.

Consumidores comemoram, varejo nacional reage

A taxa das blusinhas era criticada por boa parte dos consumidores brasileiros, que reclamavam do encarecimento de produtos populares de baixo valor e da perda de atratividade das plataformas internacionais frente ao comércio nacional. Outro ponto contestado era a vantagem dada a turistas que voltavam de viagens internacionais isentos do tributo dentro de uma cota de compras.

O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne redes como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, informou que sondagens de mercado apontam retração nas vendas do varejo em junho em alguns setores, efeito atribuído à Copa do Mundo, e não à concorrência das importações. No mesmo mês, frentes parlamentares ligadas a comércio, serviços e propriedade intelectual se manifestaram sobre o tema.

Já a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como Alibaba, Amazon e Shein, classificou o crescimento das importações como ‘natural e esperado’ após a revogação da taxa, mas pediu cautela: segundo a entidade, é preciso esperar ao menos seis meses para saber se o novo patamar de compras vai se sustentar.

Disputa no Congresso e na Justiça, e retorno do imposto em 2027

Como toda Medida Provisória, a que extinguiu a taxa das blusinhas tem força de lei desde a publicação no Diário Oficial da União, mas perde validade em 120 dias se não for aprovada pelo Congresso Nacional, que pode manter, alterar ou derrubar a medida. Diante disso, importadores e produtores nacionais já disputam apoio entre parlamentares e recorrem à Justiça.

O IDV defende o retorno do imposto de importação. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) foi além: protocolou em maio uma ação no Supremo Tribunal Federal contra o fim da cobrança, alegando necessidade de restaurar o equilíbrio competitivo no mercado brasileiro. Mesmo com a isenção federal, os estados seguem cobrando ICMS de 17% a 20% sobre essas remessas.

Enquanto o impasse não se resolve no Brasil, outros países vão na direção oposta: desde julho, a União Europeia cobra uma taxa de 3 euros sobre pacotes de Shein, Temu e AliExpress para conter o que chama de exploração ‘em escala industrial’ da isenção fiscal sobre encomendas de baixo valor.

Independentemente do desfecho no Congresso e no Judiciário, a tributação de encomendas abaixo de US$ 50 deve retornar em 2027 pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributo da reforma tributária do consumo. A alíquota ainda será definida até dezembro — cálculos da consultoria Roit apontam para 9,43% em 2027.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Fim da taxa das blusinhas dispara importações para 28 milhões em junho

Priscila Costa desiste do Senado e vai disputar Câmara no Ceará

Lula decreta luto oficial de três dias pela morte de Luiz Carlos Barreto

Nova espécie de cobra é identificada a partir de fóssil raro achado em SP