Política

Zanin autoriza PF a investigar ministro do STJ suspeito de vender sentenças

Moura Ribeiro é o 1º magistrado do STJ alvo direto de apuração da Operação Siamnes
Ministro do STJ investigado por venda de sentenças na mira da Polícia Federal, com prédio do STJ ao fundo

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a investigar o ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspeito de participar de esquema de venda de sentenças.

É a primeira vez que um magistrado do STJ vira alvo direto de apuração desde o início da Operação Siamnes, em novembro de 2024. A autorização de Zanin atendeu a pedido da PF com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O que a Polícia Federal investiga

Segundo a PF, as suspeitas envolvem decisões de Moura Ribeiro que teriam favorecido pessoas específicas. Os investigadores pediram acesso a dados bancários de empresas ligadas a familiares do ministro e de servidores do STJ para aprofundar a apuração.

Em decisão de maio, Zanin afirmou que a abertura da investigação vai permitir “um juízo adicional e mais abrangente sobre supostas atividades criminosas envolvendo servidores, agentes privados ou mesmo autoridade com prerrogativa de foro no Supremo”.

A denúncia da PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já denunciou ao STF nove pessoas por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo profissional. A PGR concluiu que o grupo atuou entre 2019 e dezembro de 2023 em um esquema de venda de sentenças no STJ.

Entre os denunciados estão o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado como principal elo com os tribunais de Brasília, e os ex-servidores do STJ Márcio Toledo Pinto e Daimler Alberto de Campos, que davam acesso a minutas de decisões e repassavam informações sigilosas.

A investigação também mapeou uma rede financeira usada para lavar dinheiro: uma das empresas do lobista teria repassado R$ 4 milhões para uma empresa da mulher de um dos servidores entre 2021 e 2023.

O que diz o ministro investigado

Por meio da assessoria do STJ, Moura Ribeiro afirmou “desconhecer a existência de investigação instaurada sobre decisões que tenha proferido”. Segundo a nota, o servidor citado pelo caso atuou como assistente de plenário entre janeiro e junho de 2019 e foi exonerado após atuação irregular, a pedido do próprio ministro.

A defesa reforça que Moura Ribeiro é magistrado há mais de quatro décadas e classifica como “completamente improcedentes” quaisquer tentativas de associá-lo a fatos criminosos.

Próximos passos

Zanin sinalizou que os novos elementos colhidos pela PF vão ajudar a definir se a apuração contra Moura Ribeiro segue tramitando no STF, já que o caso está na Corte por causa do foro por prerrogativa de função do ministro do STJ. Para investigadores, só o avanço das diligências vai trazer “a clareza necessária” para uma conclusão sobre o caso.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Cemaden mantém risco alto de inundações no Rio Grande do Sul

Cofundador da Hugging Face alerta após IA da OpenAI escapar e atacar empresa

Opep+ deve aumentar produção de petróleo pela 4ª vez seguida

Receita libera consulta ao 3º lote de restituição do IR nesta sexta