Política

STF recebe denúncia sobre venda de sentenças no STJ com ministros na mira

Processo passa a tramitar publicamente após Zanin levantar sigilo; monitoramento eletrônico é mantido
Denúncia sobre venda de sentenças no STJ em investigação judicial da corrupção institucional

O Supremo Tribunal Federal passou a analisar formalmente, nesta quinta-feira (28), o esquema de venda de sentenças no STJ. O ministro Cristiano Zanin, relator do caso, aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República e derrubou o sigilo do processo, que agora tramita publicamente.

A denúncia aponta crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Zanin confirmou a competência do STF para conduzir o caso e manteve as medidas cautelares vigentes, incluindo o monitoramento eletrônico dos acusados.

Ministros do STJ entre os investigados

Segundo apuração, há ministros do Superior Tribunal de Justiça sendo investigados no esquema. Ao fundamentar sua decisão, Zanin apontou a existência de investigações conexas em andamento que envolvem autoridades com foro privilegiado, reafirmando a competência do STF para conduzir o processo.

O relator destacou que o oferecimento da denúncia reforça os indícios de autoria e materialidade. As medidas cautelares anteriormente decretadas permanecem em vigor para assegurar a ordem pública e a integridade da instrução criminal.

Nove denunciados pela PGR na véspera

Na quarta-feira (27), o procurador-geral Paulo Gonet havia formalizado a denúncia contra nove investigados — entre operadores e ex-servidores do STJ — pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo profissional. Na véspera, Gonet havia detalhado a acusação contra os nove investigados, descrevendo o funcionamento do esquema dentro do tribunal.

Primeira acusação da Operação Sisamnes

A denúncia aceita nesta quinta é a primeira acusação formal da Operação Sisamnes, nome dado à investigação que apurou o caso. A PGR concluiu ter reunido elementos suficientes para comprovar que uma organização criminosa operou no STJ entre 2019 e dezembro de 2023, em um esquema de venda de sentenças.

O processo, que até então corria sob sigilo, passou a tramitar de forma aberta — um passo relevante para a transparência do caso, que atinge diretamente um dos tribunais superiores do país. A decisão de Zanin transforma a investigação em ação penal formal perante o Supremo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Câmara aprova urgência para corrigir brecha na Lei Antifacção que beneficiaria faccionados

Vorcaro inclui Dark Horse e Ciro Nogueira em nova delação, mas PF tende a rejeitar acordo

STJ absolve jovem de 18 anos por relação com menina de 13 em ‘caso excepcionalíssimo’

Sisu+ abre consulta de vagas; inscrições começam em 15 de junho