Economia

Justiça do Rio bloqueia R$ 135 milhões em bens ligados ao caso Rioprevidência

Master Corretora, em liquidação, e executivos de gestoras são atingidos por decisão que mira fundo concentrado em ações da Ambipar
Bloqueio de bens Rioprevidência: sala de audiência formal ao fundo e logo do Banco Master em destaque

A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta quinta-feira (23), o bloqueio de até R$ 135,1 milhões em bens da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, da Axor Asset e dos executivos Alexandre Marchesani Canata e Felipe Mota Separovic Rodrigues.

A decisão do juiz Wladimir Hungria, da 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital, atende ação movida pelo Estado do Rio e pelo Rioprevidência e também alcança a Master S.A. Corretora de Câmbio, hoje em liquidação extrajudicial.

Prejuízo de R$ 135 milhões em fundo ligado à Ambipar

Segundo a ação movida pela Procuradoria-Geral do Estado, o Rioprevidência aplicou R$ 150 milhões no fundo Texas I FIA, cuja carteira estava fortemente concentrada em ações da Ambipar. A autarquia alega ter perdido mais de R$ 135 milhões com a operação.

Para o juízo, a Trustee, a Axor Asset e os executivos Alexandre Marchesani Canata e Felipe Mota Separovic Rodrigues são apontados como responsáveis pelos prejuízos causados ao fundo previdenciário dos servidores públicos do Rio de Janeiro.

O bloqueio patrimonial busca garantir que, ao final do processo, haja bens suficientes para ressarcir os cofres públicos, caso a Justiça reconheça a responsabilidade dos réus pela perda dos recursos.

Master Corretora, em liquidação, também é alvo do bloqueio

A medida atinge ainda a Master S.A. Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, que está em liquidação extrajudicial desde a intervenção do Banco Central no conglomerado. O bloqueio agora determinado pela Justiça do Rio dá continuidade às três ações movidas pela PGE-RJ em 16 de julho, que já pediam o congelamento de bens de gestoras e diretores ligados ao fundo Texas I FIA para tentar recuperar parte dos R$ 616 milhões investidos pelo Rioprevidência em fundos do grupo Master.

O caso integra um conjunto maior de disputas judiciais movidas pelo governo fluminense para tentar reaver recursos previdenciários aplicados em produtos financeiros ligados ao ecossistema Master, hoje sob investigação em diferentes frentes.

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