Política

Rumble e Trump Media usam ofício do Brasil para barrar fim de ação contra Moraes nos EUA

Empresas citam nota do Ministério da Justiça de 2025 para rebater pedido da AGU na Flórida
Alexandre de Moraes ao lado da bandeira dos EUA, ilustrando a ação contra Moraes nos EUA envolvendo Rumble e Trump Media.

Rumble e Trump Media pediram à Justiça dos Estados Unidos, no tribunal federal da Flórida, que rejeite o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para encerrar a ação contra Moraes nos EUA.

Na petição protocolada na terça-feira (14), as empresas usam um ofício do Ministério da Justiça brasileiro de 2025 para sustentar que decisões do STF não têm efeito fora do território nacional.

O que diz o ofício usado pelas empresas

Na petição de 24 páginas protocolada no tribunal federal da Flórida, os advogados de Rumble e Trump Media citam um ofício enviado em junho de 2025 pelo Ministério da Justiça brasileiro ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O documento afirma que as decisões judiciais brasileiras operam estritamente dentro do território nacional, não devem ser interpretadas como tendo efeito extraterritorial e precisam seguir mecanismos formais, como o Tratado de Assistência Jurídica Mútua (MLAT) e a Convenção da Haia.

Contradição apontada pelas empresas

Segundo os advogados, essa posição contradiz o argumento apresentado pela AGU à Justiça americana, de que as decisões de Moraes são atos soberanos do Estado brasileiro e não podem ser analisadas por tribunais dos EUA. Para as empresas, o debate não trata da validade das decisões dentro do Brasil, mas de saber se um magistrado estrangeiro pode impor obrigações a empresas americanas em solo americano sem passar pelos canais internacionais previstos.

A petição sustenta ainda que Moraes enviou determinações diretamente à Rumble nos Estados Unidos sem recorrer a esses mecanismos, e que nenhuma autoridade estrangeira pode impor censura de conteúdo, fornecimento de dados ou restrições comerciais a companhias americanas sem autorização do governo dos EUA.

Argumento da AGU e imunidade de jurisdição

A Advocacia-Geral da União, órgão que representa juridicamente o governo federal, pediu à Justiça americana que encerre a ação por entender que decisões do STF são atos soberanos e não podem ser revisadas por tribunais estrangeiros. Segundo a AGU, permitir essa análise violaria o princípio da imunidade de jurisdição do Direito Internacional, e o Brasil “não consentiu e não consentirá” com a revisão de decisões da Suprema Corte por cortes de outros países. O órgão também argumenta que o real interessado na disputa é o Estado brasileiro, não apenas Moraes.

Pela lei brasileira, ministros do STF não podem ser processados ou responsabilizados pessoalmente por decisões tomadas no exercício da função — o que ampara a defesa institucional do caso.

A manifestação desta semana chega semanas depois de Rumble e Trump Media pedirem que Moraes fosse julgado à revelia nos EUA, alegando falha na citação pessoal do ministro. A Justiça da Flórida já havia aceitado a entrada formal da AGU no processo e negado esse pedido de revelia, decisão que abriu caminho para o embate atual sobre soberania e jurisdição.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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