Negócios

Volkswagen decide hoje o maior corte da sua história — 100 mil empregos em jogo

Conselho fiscal se reúne em Wolfsburg enquanto trabalhadores protestam contra fechamento de fábricas
Trabalhadora sob pressão com fábrica ao fundo: crise de Volkswagen fechamento fábricas Alemanha

A Volkswagen enfrenta nesta quinta-feira (9) o momento mais crítico de sua história recente. O conselho fiscal da montadora se reúne na sede em Wolfsburg para deliberar sobre um plano que pode eliminar até 100 mil postos de trabalho e fechar quatro fábricas na Alemanha.

O CEO Oliver Blume precisa convencer os representantes sindicais a aprovar uma reestruturação que vai além do acordo firmado em 2024, quando a empresa prometeu não fechar unidades no país.

Do lado de fora, cerca de 400 trabalhadores protestavam com apitos, bandeiras vermelhas do sindicato IG Metall e faixas com a mensagem “Gemeinsam stark” — “fortes juntos”, em alemão.

Quatro fábricas na mira do fechamento

O plano em negociação prevê o encerramento das unidades de Zwickau, Emden, Hanover e Neckarsulm — esta última abriga uma fábrica da Audi. Segundo a revista Spiegel, Zwickau e Emden teriam a produção extinta gradualmente ao longo dos próximos cinco anos. A unidade de veículos comerciais de Hanover seguiria o mesmo caminho em 2032, e a Audi de Neckarsulm encerraria as atividades em 2034.

Os dados de utilização revelam a dimensão do problema. As fábricas do grupo na Alemanha devem operar com 81% da capacidade padrão em 2026 — índice que, segundo projeções da Mobility Global analisadas pela Reuters, deve recuar para 73% até o fim da década, mesmo com o encerramento já planejado da unidade de Osnabrück.

Zwickau aparece como a unidade de maior ocupação entre as ameaçadas, com 88% previstos para 2026. Ainda assim, a projeção é de queda abrupta: apenas 42% de utilização até 2030.

Por que a Volkswagen chegou a este ponto

A montadora fundada há 89 anos acumula pressões simultâneas: custos operacionais elevados, excesso de capacidade produtiva no mercado doméstico, avanço acelerado de fabricantes chineses e tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos. O modelo de negócios que sustentou seu crescimento por décadas já não garante competitividade no cenário atual.

O plano de dobrar os cortes acordados em 2024 foi revelado em 26 de junho, quando a empresa sinalizou que eliminaria até 100 mil postos — o dobro do número então previsto — e encerraria a produção nas quatro unidades alemãs.

Disputa no conselho fiscal

A governança da Volkswagen reúne no mesmo colegiado as famílias Porsche e Piëch, os sindicatos e o governo do estado da Baixa Saxônia. Esse modelo compartilhado de decisão torna os processos mais lentos e politicamente sensíveis — e frequentemente paralisa mudanças estruturais.

Oliver Blume acumula pressões dos acionistas controladores, cujos principais investimentos perderam dezenas de bilhões de euros em valor de mercado nos últimos anos. Ao mesmo tempo, precisa manter a confiança dos sindicatos, que em 2024 arrancaram da diretoria o compromisso formal de não fechar fábricas no país.

Antes da reunião desta quinta, a revista WirtschaftsWoche informou que o governo da Baixa Saxônia estaria disposto a aceitar os fechamentos. A informação foi negada por uma fonte do governo estadual, que classificou a reportagem como “um completo absurdo”.

A empresa afirmou, em nota, que compartilha das preocupações dos trabalhadores com o futuro, mas considera a reestruturação necessária para preservar a competitividade. Entre as alternativas estudadas estão a busca por um parceiro do setor de defesa para a fábrica de Osnabrück e a possível produção, em solo alemão, de modelos desenvolvidos originalmente para o mercado chinês.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

PSDB deixa 2026 sem candidato após Aécio Neves desistir da disputa presidencial

Volkswagen decide hoje o maior corte da sua história — 100 mil empregos em jogo

Brasil mantém imposto de exportação de petróleo em 12% por 60 dias

Escolas particulares ameaçam ir à Justiça contra lei que muda férias pela Copa Feminina 2027