Economia

Itamaraty identifica 43 empresas dos EUA contrárias ao tarifaço sobre o Brasil

Argumento central é que sobretaxar importações brasileiras pode encarecer insumos e ampliar dependência americana da China
Tensão comercial EUA-Brasil: empresas americanas contra tarifas brasileiras em foco geopolítico

O Itamaraty identificou 43 empresas e associações comerciais dos Estados Unidos que se posicionaram contra a sobretaxação de produtos brasileiros na investigação conduzida pelo governo Trump. O levantamento integra a resposta oficial do Brasil ao USTR.

As entidades argumentam que não existem substitutos domésticos para esses produtos e alertam que as tarifas elevariam custos tanto para consumidores americanos quanto para indústrias dos EUA que dependem de insumos brasileiros.

O que diz a defesa formal do Brasil ao USTR

O documento foi assinado pelo chanceler Mauro Vieira e entregue formalmente ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos. O levantamento das 43 empresas integra a mesma nota em que o Brasil rejeitou as acusações ao PIX e ao STF por ausência de nexo legal com o comércio americano.

A investigação do USTR acusa o Brasil de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com empresas americanas. O processo pode resultar em uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado dos EUA — medida que ainda depende de consultas públicas e do cumprimento de etapas previstas na legislação americana.

No início desta semana, o USTR abriu a fase de audiências públicas. Participaram representantes de setores como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e propriedade intelectual. Nas mesmas audiências em Washington, representantes da indústria e do agronegócio brasileiro apresentaram argumento convergente: as tarifas encarecem insumos que a própria cadeia produtiva americana consome.

Para o presidente da Amcham, Abrão Neto, a sobretaxação seria prejudicial para as duas economias. Ele destacou que a participação dos EUA no comércio total do Brasil caiu para 11,2% nos primeiros cinco meses de 2026 — o menor nível já registrado —, com as importações brasileiras de produtos americanos recuando 11% no mesmo período.

Tarifas consideradas praticamente inevitáveis

Representantes de empresas que participaram das audiências avaliam que a adoção de novas tarifas é praticamente inevitável. A expectativa é que o alcance da medida possa ser calibrado conforme os impactos sobre a economia americana. Mesmo com maioria expressiva de participantes contrários nas audiências, a CNI já projetava que a medida seria mantida — o mapeamento do Itamaraty reforça essa oposição, mas dificilmente muda o desfecho esperado.

Um dos principais argumentos em circulação é que encarecer a importação de produtos brasileiros pode aprofundar a dependência das cadeias produtivas dos EUA de insumos vindos da China — efeito que contraria diretamente a estratégia comercial do governo Trump.

O governo americano incluiu uma lista de exceções para produtos considerados estratégicos. Podem ficar isentos itens como café, carnes, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e minerais estratégicos. A decisão final está prevista para 15 de julho.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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