Política

Senado aprova inclusão de partidos políticos na Lei de Lavagem de Dinheiro

Projeto segue para a Câmara; descumprimento pode gerar multas de até R$ 20 milhões
Senado Federal aprova lei contra lavagem de dinheiro em partidos políticos brasileiros

A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou, por unanimidade, projeto que sujeita partidos políticos e fundações partidárias às obrigações da Lei de Lavagem de Dinheiro.

O texto foi aprovado em caráter terminativo nesta terça-feira (7) e, sem recurso ao plenário, segue direto para a Câmara dos Deputados.

A medida iguala partidos e fundações registrados no TSE a bancos, corretoras e outros setores já enquadrados pela legislação antilavagem.

Com a aprovação, partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral e suas fundações passam a integrar o rol de entidades obrigadas a adotar mecanismos de prevenção e combate à lavagem de dinheiro — as mesmas exigências já aplicadas a instituições financeiras, imobiliárias e outros setores regulados.

Sanções administrativas e multas milionárias

O enquadramento na lei também submete partidos e fundações ao regime de sanções administrativas já previsto na legislação. Em caso de descumprimento das obrigações de compliance, as entidades poderão receber advertência ou ser multadas.

O valor da penalidade corresponde ao maior entre três critérios: o dobro da operação irregular, o dobro do lucro obtido — ou que seria obtido — com a operação, ou R$ 20 milhões.

No parecer apresentado à comissão, a relatora, senadora Ivete da Silveira (MDB-SC), afirmou que a medida fortalece os mecanismos de prevenção e combate à lavagem de dinheiro, amplia os instrumentos de controle sobre partidos e fundações e contribui para a integridade do processo eleitoral.

A aprovação se deu em caráter terminativo — mecanismo que dispensa votação no plenário quando não há recurso de pelo menos um décimo dos senadores. O projeto aguarda agora análise da Câmara dos Deputados para entrar em vigor.

A aprovação do projeto ocorre dias depois de o Tesouro americano sancionar dois brasileiros por lavar mais de US$ 30 milhões para o PCC — episódio que expôs como redes criminosas exploram o sistema financeiro para reinserir recursos ilícitos na economia. Entenda o caso das sanções americanas contra brasileiros ligados ao PCC.

Saneamento político às vésperas de 2026

A medida se soma a outras iniciativas recentes de saneamento político-eleitoral: semanas antes, o MP Eleitoral havia notificado os partidos para que criassem filtros contra a infiltração do crime organizado nas candidaturas de 2026. Veja o que o MP Eleitoral exigiu dos partidos antes das eleições de 2026.

Juntas, as iniciativas indicam uma pressão crescente — judicial, legislativa e internacional — para fechar brechas que permitem o uso de estruturas partidárias na movimentação de recursos de origem ilícita.

Para entrar em vigor, o projeto ainda depende de votação na Câmara e de eventual sanção presidencial. A velocidade da tramitação será determinante para que as novas regras se apliquem já ao ciclo eleitoral de 2026.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Câmara blinda partidos de punições eleitorais e libera disparos de mensagem em massa

Lula sanciona PL Antifacção com veto e acirra disputa eleitoral por segurança

Congresso aprova mudanças na Lei da Ficha Limpa e reduz prazo de inelegibilidade

Senado aprova projeto que altera contagem de inelegibilidade na Lei da Ficha Limpa

Senado aprova regras mais rígidas para combustíveis fintechs e devedores contumazes

Câmara aprova PEC da Blindagem e muda regras para prisão de parlamentares