Política

Motta cria comissão especial para votar redução da maioridade penal

Proposta que tornaria imputáveis jovens de 16 anos deve ser analisada somente após as eleições de outubro
Comissão especial maioridade penal 16 anos reunida na Câmara com Hugo Motta e adolescentes

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (6) a criação de uma comissão especial para discutir a PEC da maioridade penal, que propõe reduzir de 18 para 16 anos a idade mínima de responsabilização criminal.

A proposta altera o artigo 228 da Constituição e tornaria penalmente imputáveis os adolescentes a partir dos 16 anos — hoje, menores de 18 são inimputáveis e julgados por legislação especial.

Motta sinalizou que não pretende concluir a análise antes das eleições de outubro.

Do pacote de segurança ao debate isolado

A redução da maioridade penal chegou a integrar a PEC da Segurança Pública, aprovada no início do ano. A pedido de Motta, o relator Mendonça Filho (PL-PE) retirou o trecho após pressão da base do governo Lula, que classificou a medida como “populismo eleitoral”.

Com o tema separado do pacote, coube à CCJ da Câmara avaliar apenas a admissibilidade da proposta. Em junho, o colegiado aprovou a PEC por 44 votos a 18, determinando que ela não fere a Constituição e abrindo formalmente o caminho para a comissão especial instalada nesta segunda-feira.

O debate na CCJ trouxe dados que devem reaparecer no novo colegiado: a taxa de reincidência no sistema prisional adulto é o dobro da registrada entre os 11.542 adolescentes no sistema socioeducativo — argumento central dos opositores, que questionam a eficácia de punições mais severas para jovens de 16 e 17 anos.

Como funciona o novo colegiado

Após a instalação da comissão e a indicação dos membros pelos líderes partidários, os parlamentares terão 10 sessões do plenário para apresentar emendas ao texto. Encerrado esse prazo, o relator pode submeter seu parecer à votação no colegiado.

O prazo máximo de funcionamento da comissão especial é de 40 sessões plenárias. Se a proposta não for votada nesse período, o presidente da Câmara pode levar o texto diretamente ao plenário — mecanismo que impede a matéria de ficar travada no colegiado.

O cronograma sinalizado por Motta indica que eventual votação final na Câmara ocorrerá após outubro, evitando que a redução da maioridade penal domine o debate eleitoral.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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