A Hotmart anunciou nesta segunda-feira (6) uma reestruturação organizacional que vai resultar no desligamento de cerca de 10% do seu quadro de funcionários. A empresa não divulgou o número exato de trabalhadores afetados.
A companhia classificou a decisão como estratégica para acelerar sua expansão e concentrar esforços nas áreas prioritárias ligadas à Creator Economy — segmento no qual a Hotmart ocupa posição de liderança global.
Os demitidos receberão um pacote adicional de desligamento, variável por região, além dos direitos trabalhistas previstos em lei.
O que a empresa comunicou
Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira, a Hotmart afirmou que a reestruturação não representa retração, mas uma realocação de energia e recursos para as frentes consideradas centrais para o futuro da companhia. A empresa se descreveu como rentável e com crescimento consistente — e disse que a decisão visa acelerar ainda mais essa trajetória.
A companhia não detalhou quais áreas foram atingidas pelos cortes, nem informou o número total de funcionários do grupo. Também não especificou o valor do pacote de desligamento oferecido além dos direitos legais.
O compromisso declarado é conduzir o processo “com a seriedade e a responsabilidade que ele exige”, priorizando o suporte às pessoas impactadas durante a transição.
Relatos no LinkedIn
Ao longo desta segunda-feira, profissionais que afirmam ter sido desligados começaram a publicar relatos no LinkedIn. Nas postagens, trabalhadores agradecem pelo período na empresa e informam que estão em busca de novas oportunidades no mercado.
O movimento nas redes deu visibilidade pública à reestruturação poucas horas após o comunicado oficial — revelando a dimensão humana por trás dos números divulgados pela Hotmart.
O anúncio ocorre em um dia marcado por cortes no setor de tecnologia. No mesmo dia, a Microsoft revelou o desligamento de cerca de 4.800 funcionários em todo o mundo — com o Xbox entre as divisões mais atingidas. A gigante americana tinha aproximadamente 220 mil colaboradores antes dos cortes.
A diretora de recursos humanos da Microsoft, Amy Coleman, afirmou em comunicado interno que os demitidos não serão substituídos por inteligência artificial, embora não tenha esclarecido se os cortes têm relação direta com os investimentos da empresa na tecnologia.
A onda de demissões no setor de tecnologia já vinha se intensificando: a Meta eliminou cerca de 8.000 cargos neste ano enquanto realocava equipes para sua divisão de inteligência artificial. O padrão se repete em diversas empresas do setor, que têm justificado reestruturações como forma de priorizar investimentos em IA.
Em abril, a Microsoft também havia anunciado um plano de demissão voluntária nos Estados Unidos voltado a funcionários com maior tempo de casa — afetando cerca de 9 mil trabalhadores.
