Política

PF prende alvo de sanções dos EUA enquanto Fazenda alerta sobre ‘interferência’

Operação defere 11 mandados por lavagem do PCC; Durigan diz que brasileiros já eram investigados antes das sanções americanas
Polícia Federal frente à pressão: operação contra sanções americanas PCC Brasil marcada por tensão diplomática com os EUA

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (3) uma operação contra organização especializada em lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas, prendendo uma brasileira sancionada pelos Estados Unidos por suposta ligação com o PCC.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista ao g1 que os alvos das sanções americanas já estavam no radar das autoridades brasileiras “há um tempo” — e alertou que a “interferência” do governo Trump é motivo de preocupação.

A operação da PF resultou na expedição de 11 mandados de prisão temporária. Entre os detidos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, sancionada pelo Tesouro americano na quarta-feira (1º) por suposto vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, também na lista de sancionados pelos EUA, constava entre os alvos da PF, mas segue foragido.

As sanções contra Shimada e Stella foram anunciadas pelo Tesouro americano na quarta-feira (1º), quando Washington os apontou como peças centrais de uma rede de lavagem de dinheiro do PCC com ramificações na Flórida e em São Paulo.

Primeira rodada após designação terrorista

Essa foi a primeira bateria de sanções econômicas americanas contra alvos com suposta relação com facções criminosas brasileiras. O passo anterior aconteceu em junho, quando os EUA classificaram o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais — criando o arcabouço legal para esse tipo de medida.

Desde que o PCC e o Comando Vermelho foram designados organizações terroristas internacionais pelos EUA, o governo brasileiro já trabalhava com o cenário de sanções contra pessoas físicas e empresas com vínculos com as facções.

Brasil cobra reciprocidade dos EUA

Durigan deixou claro que a cooperação tem dois sentidos: o Brasil está disposto a fornecer informações sobre suspeitos com laços nas facções criminosas, mas espera que Washington, em contrapartida, compartilhe dados com os investigadores brasileiros.

A preocupação com a “interferência” vai além das sanções imediatas. A ofensiva do governo Trump contra o PCC integra uma estratégia mais ampla de dominância política e econômica sobre a América Latina, segundo analistas.

O episódio coloca o governo brasileiro em posição delicada: precisa manter canais de cooperação com Washington em segurança enquanto o ministro da Fazenda critica publicamente a condução unilateral das sanções americanas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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