O Partido Missão tem chapa presidencial fechada. Renan Santos anunciou, na quarta-feira (1º), em Caxias do Sul, o nome de Aroldo Medina para compor a disputa ao Palácio do Planalto como candidato a vice-presidente.
O convite foi feito durante evento da legenda na Serra Gaúcha, logo após Medina presentear Renan com uma medalha e chamá-lo de “próximo presidente do Brasil”.
Medina, tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e jornalista, aceitou o convite na hora.
Do Senado à vice-presidência
Medina havia sido apresentado anteriormente pelo Missão como pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Com o convite de Renan Santos, o militante gaúcho sobe de posição e passa a disputar a vice-presidência da República.
O anúncio aconteceu em um evento da legenda em Caxias do Sul. Renan se emocionou ao receber a medalha das mãos de Medina e disse que ainda precisava “se provar” antes de considerar-se merecedor da homenagem. O pré-candidato enquadrou a distinção não como reconhecimento, mas como um desafio a ser cumprido — e, na sequência, formalizou o convite publicamente.
Trajetória política de Aroldo Medina
Filiado ao Missão, Medina tem perfil que une carreira militar, jornalismo e atuação política no Rio Grande do Sul. Ele já concorreu à prefeitura de Canoas, ao governo do estado, a deputado estadual e a vereador em Porto Alegre.
Nas eleições de 2014, 2018 e 2024, Medina ficou como suplente. A indicação como vice representa sua primeira candidatura a cargo executivo federal e a posição mais alta em uma disputa que ele já enfrentou em várias frentes institucionais.
Com o anúncio de Medina, Renan Santos passa a integrar um grupo restrito entre os pré-candidatos ao Planalto. Até esta quarta-feira, apenas Lula e Caiado haviam definido candidato a vice entre os 13 pré-candidatos à Presidência a menos de 100 dias do primeiro turno — o Missão fecha sua chapa antes das convenções de julho.
A escolha de um vice com raízes no Rio Grande do Sul pode sinalizar aposta estratégica da legenda. Medina tem histórico de disputas eleitorais no estado e perfil de militância conservadora vinculada à segurança pública, dado o seu passado na Brigada Militar gaúcha.
O Missão se posiciona como alternativa de oposição ao governo federal, com Renan Santos como principal nome da legenda nas disputas nacionais. A composição da chapa com um militar da reserva e jornalista gaúcho adiciona um recorte regional à candidatura presidencial.
