Economia

Passagem aérea doméstica supera R$ 632 em maio com alta de 11% em um ano

Querosene de aviação 68% mais caro em 12 meses empurra tarifas ao maior nível em anos
Avião Azul com barris de combustível ilustram a alta passagens aéreas domésticas Brasil causada pelo querosene 68% mais caro

O brasileiro pagou, em média, R$ 632,53 por uma passagem aérea doméstica em maio de 2026 — alta de 11,2% sobre o mesmo mês do ano anterior. Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que monitora mensalmente as tarifas do setor.

O principal motor da alta foi o querosene de aviação (QAV), cujo litro chegou a R$ 6,46 em maio — 68,5% acima do registrado em maio de 2025, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Por trás da disparada do combustível estão tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que pressionaram o mercado de petróleo e ameaçaram o fluxo pelo Estreito de Ormuz — rota por onde passa 20% do petróleo mundial.

Como estão distribuídos os preços das passagens

Apesar do valor médio elevado, quase metade das passagens domésticas vendidas em maio — 49,1% — ficou abaixo de R$ 500. Desse total, 20,7% dos bilhetes custaram até R$ 300 e outros 28,4% ficaram na faixa entre R$ 300 e R$ 500, conforme os dados da Anac.

No outro extremo, 5,4% das passagens vendidas ao público geral superaram R$ 1.500 — valor próximo do salário mínimo vigente em 2026, de R$ 1.621. Em termos práticos, cerca de 1 em cada 20 bilhetes ultrapassou esse patamar.

A escalada do combustível de aviação

O QAV é derivado do petróleo e representa uma fatia relevante dos custos operacionais das companhias aéreas. Em maio, seu preço médio atingiu R$ 6,46 por litro — alta de 68,5% frente a maio de 2025 e de 44,4% em relação a maio de 2024, de acordo com a ANP.

A instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde transita aproximadamente 20% do petróleo mundial, é um dos fatores que mais pressionam os preços internacionais da commodity. Qualquer interrupção nessa rota tem impacto imediato no mercado global.

Em junho, a Petrobras reduziu em 14,2% o preço do QAV após meses de altas consecutivas — mas o alívio não apaga a escalada acumulada até maio, que empurrou as tarifas domésticas ao maior patamar em anos.

Mercado cresce, mas concentração avança

O número de passageiros em voos domésticos chegou a 8,3 milhões em maio de 2026, crescimento de 2,5% frente ao mesmo mês do ano anterior, segundo o relatório de demanda e oferta da Anac.

O avanço, porém, não foi distribuído de forma equitativa entre as companhias. Latam e Gol ampliaram seus volumes e, juntas, passaram a dominar 72% do mercado aéreo doméstico brasileiro.

A Azul Linhas Aéreas, por outro lado, perdeu participação no período. A companhia viu sua fatia de mercado recuar diante do crescimento das rivais, em um cenário de pressão operacional já reconhecido pelo setor.

A concentração crescente em duas grandes empresas levanta questões sobre a competitividade do setor e sua capacidade de absorver choques de custo — como a disparada do QAV — sem transferi-los integralmente ao passageiro.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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