A menos de 100 dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, apenas dois presidenciáveis definiram seus candidatos a vice: Lula (PT), que manterá Geraldo Alckmin (PSB) na chapa, e Ronaldo Caiado (PSD), que confirmou Gilberto Kassab como companheiro de corrida.
Entre os 13 pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o restante ainda negocia composições antes das convenções partidárias, que começam em 20 de julho.
PSD fecha chapa por dentro
A confirmação de Kassab como vice de Caiado forma uma chapa inteiramente dentro do PSD — sem aliança formal com outra legenda. Ao abrir mão de ampliar a base formal, a candidatura aposta no duplo papel de Kassab como vice-presidenciável e articulador partidário nacional.
Lula havia antecipado sua definição em março, ao confirmar que Alckmin seguirá ao seu lado na tentativa de reeleição. A dupla PT-PSB segue intacta para o pleito de outubro.
Disputa pelo nome feminino no PL
No campo bolsonarista, Flávio Bolsonaro (PL) mantém a preferência por uma mulher na vice. Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal filiada ao Republicanos, é apontada como a favorita pelo senador. Ela havia se licenciado do mercado financeiro em junho para integrar o programa de governo de Flávio — movimento que, segundo interlocutores, já antecipava sua indicação como vice na chapa do PL.
A decisão, no entanto, depende de negociação com o Republicanos. Concorrem à vaga as deputadas Júlia Zannatta (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF) e Simone Marquetto (PP-SP).
Zema e os demais ainda sem vice definido
Romeu Zema (Novo) avalia o empresário Geraldo Rufino, fundador de empresa do setor de peças para caminhões e filiado ao Novo, para a Vice-Presidência. Em paralelo, negocia aliança com o Podemos, embora ainda haja resistências dentro da legenda.
A Democracia Cristã, que deve lançar o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa como cabeça de chapa, também corre atrás de parceiros. O presidente do partido, João Caldas, disse ter conversado com Kassab, Republicanos e MDB: “A hora das articulações é agora, e ainda temos algum tempo até o início das convenções.”
Renan Santos (Missão), outro pré-candidato, não quis comentar a definição do vice. Com as convenções a partir de 20 de julho e o registro na Justiça Eleitoral previsto para agosto, integrantes das pré-campanhas avaliam que as principais decisões devem ser tomadas nas próximas duas semanas.
