Política

Terremotos na Venezuela matam cidadãos de sete países, incluindo dois brasileiros

Com 1.430 mortos no total, Portugal lidera entre estrangeiros com 28 vítimas e 85 desaparecidos
Vítimas estrangeiras dos terremotos na Venezuela: impacto da tragédia em Portugal e Brasil

Quatro dias após os dois terremotos que sacudiram a Venezuela na quarta-feira (24), o saldo de mortos chegou a 1.430. Entre as vítimas, há cidadãos de pelo menos sete países — incluindo dois brasileiros.

O Itamaraty confirmou na quinta-feira (25) a morte de um homem e uma mulher brasileiros e anunciou que prestará assistência consular aos familiares das vítimas.

Balanço por nacionalidade

Portugal registra o maior número de estrangeiros mortos: 28 cidadãos portugueses ou luso-descendentes perderam a vida, e outras 85 pessoas ainda estão desaparecidas, segundo o governo de Lisboa.

A Espanha confirmou neste domingo (28) a morte de ao menos nove cidadãos espanhóis, com 131 desaparecidos — 14 deles possivelmente soterrados sob escombros. Segundo o Ministério das Migrações espanhol, cerca de 147 mil espanhóis viviam na Venezuela em janeiro de 2026.

Sete cidadãos chineses morreram nos terremotos, de acordo com a emissora estatal CCTV, com base em informações da embaixada da China em Caracas. A representação diplomática orientou os compatriotas que permanecem no país a adotar medidas de precaução diante do risco de novas réplicas e desastres secundários.

O cidadão ítalo-venezuelano — nascido em Caracas em 1970, com dupla cidadania — morreu após o colapso de um prédio no estado de La Guaira, declarado zona de desastre e que concentra a maior parte das vítimas desde os primeiros dias dos tremores. O governo italiano estima que cerca de 170 mil portadores de passaporte italiano vivem atualmente na Venezuela.

O Uruguai confirmou a morte de um fotógrafo que morava há muitos anos na Venezuela. A esposa e uma das filhas dele também morreram, segundo o governo uruguaio. O Chile registrou uma vítima e informou que presta assistência e apoio emocional aos familiares.

Brasil e a resposta consular

As duas vítimas brasileiras não eram da mesma família e morreram em desabamentos distintos — uma em Caracas e outra em local que o Itamaraty ainda apurava quando confirmou as mortes, na quinta-feira (25).

A dimensão internacional das perdas reflete a presença histórica de comunidades estrangeiras na Venezuela. Só entre espanhóis e italianos, o número estimado de residentes com passaporte europeu ultrapassa 310 mil pessoas, segundo dados dos respectivos governos.

Todos os países com mortos confirmados acionaram suas redes consulares para dar suporte às famílias. A resposta diplomática coordenada, com múltiplos governos atuando simultaneamente no mesmo território, evidencia a escala da tragédia e o alcance geográfico das perdas humanas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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