Política

Missão brasileira na Venezuela corre contra o tempo para salvar vivos

Com 130 agentes em campo, equipe usa cães, bombeiros e rastreamento de celulares e já opera hospital de campanha
Retrato de Lula sobreposto ao mapa da Venezuela ilustra a missão brasileira de resgate enfrentando crise humanitária

A corrida para salvar sobreviventes dos terremotos que devastaram a Venezuela na quarta-feira (24) tem, entre suas peças-chave, uma missão de 130 brasileiros. Os agentes atuam no país desde sexta-feira (26) com uma prioridade clara: encontrar pessoas com vida.

A operação reúne bombeiros, cães farejadores e especialistas da Anatel, que rastreiam celulares de possíveis vítimas sob os escombros — em parceria com equipes internacionais que também acorreram ao país.

Os 130 agentes chegaram à Venezuela a bordo de um KC-390 da Força Aérea Brasileira na sexta-feira, dando início a uma operação que o chefe da missão descreve como corrida contra o relógio. Embora as primeiras 72 horas sejam consideradas críticas para operações de busca e salvamento, ainda é possível encontrar sobreviventes vários dias após o desastre.

Entre os recursos mobilizados estão bombeiros, cães farejadores e especialistas da Anatel, que auxiliam na localização de celulares de possíveis vítimas soterradas. O Brasil também instalou um hospital de campanha para suprir a demanda criada pelo colapso de unidades de saúde na região atingida.

Toda a operação é coordenada com o governo venezuelano, a Embaixada do Brasil em Caracas e o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), que estabelecem as prioridades de atuação. O chefe da missão detalhou que a resposta ao desastre seguirá etapas: busca e salvamento, atendimento às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e, por fim, reconstrução das áreas destruídas.

Os dois tremores — magnitudes 7,5 e 7,2, registrados com menos de um minuto de diferença na noite de quarta-feira (24) — derrubaram prédios e casas em Caracas e em outras cidades venezuelanas. Pelo menos 20 réplicas foram contabilizadas nas horas seguintes, com abalos sentidos até em municípios do Norte do Brasil.

O balanço mais recente do governo venezuelano, divulgado no sábado (27), aponta 1.430 mortos, mais de 3.000 feridos e 3.100 desabrigados. Os dados foram apresentados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, à imprensa estatal.

Organismos internacionais alertam que o impacto real pode ser ainda maior. A ONU e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estimam crescimento no número de vítimas, dada a intensidade dos tremores, os danos à infraestrutura e a alta densidade populacional das áreas atingidas.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) calcula que cerca de 6,8 milhões de pessoas foram afetadas, sendo aproximadamente 2 milhões só na região de Caracas. O OCHA estima que mais de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas enquanto equipes de resgate seguem nos escombros.

A missão em campo concretiza o compromisso que Lula assumiu com o Itamaraty para coordenar a resposta humanitária brasileira logo após o terremoto. Os agentes brasileiros atuam ao lado de equipes de ao menos outros dez países que responderam ao chamado internacional de socorro ainda na quinta-feira.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Conta do MEI pode chegar a R$ 711 bilhões, mas governo quer ampliar o programa

Na América Latina, tributação regressiva faz os mais pobres pagarem mais impostos

Flávio Bolsonaro monta chapa do PL em Goiás ao lado de Valdemar Costa Neto

Conar manda suspender anúncios de bets na CazéTV veiculados durante a Copa