Economia

Confiança da indústria brasileira cai ao menor nível desde a pandemia

Guerras e tarifas turbinam pessimismo do setor, que já projeta piora nos próximos seis meses, aponta CNI
Chaminés industriais ao entardecer simbolizam queda na confiança da indústria brasileira

A indústria brasileira chegou à pior confiança desde o início da pandemia. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu 2,3 pontos em julho, para 44,4 pontos, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (14).

É o menor patamar desde junho de 2020, quando o índice despencou para 41,2 pontos por causa dos impactos iniciais da Covid-19. A CNI atribui a piora ao aumento das incertezas no cenário internacional, às tarifas comerciais e à leitura mais negativa sobre a economia brasileira.

Como funciona o índice

O ICEI combina duas avaliações: a percepção do momento atual e as expectativas para os próximos seis meses. As respostas dos empresários são convertidas em uma nota de 0 a 100, em que valores acima de 50 indicam otimismo e abaixo de 50, pessimismo. No cálculo final, a nota sobre a própria empresa pesa mais do que a leitura sobre a economia em geral, e as expectativas futuras têm peso maior do que a avaliação do presente.

Condições atuais também pioram

O Índice de Condições Atuais recuou 0,7 ponto em julho, para 41,6 pontos. O resultado foi puxado pela percepção sobre a economia brasileira, que caiu de 36 para 34,7 pontos, enquanto a avaliação sobre a situação das próprias empresas teve queda mais discreta, de 45,4 para 45,1 pontos.

Não é a primeira vez que a instabilidade internacional pesa sobre o diagnóstico da indústria: em junho, o Banco Central já havia citado a disparada do petróleo e a guerra entre Estados Unidos e Irã como fatores de pressão sobre a economia brasileira.

Expectativas futuras despencam

O componente mais afetado foi o Índice de Expectativas, que mede a confiança da indústria para os próximos seis meses. O indicador caiu 3,1 pontos, para 45,8 pontos — a maior queda mensal desde novembro de 2022.

A expectativa para a economia brasileira recuou de 41 para 37,2 pontos, enquanto a confiança na própria empresa caiu de 52,8 para 50,1 pontos, praticamente zerando o otimismo acumulado nos meses anteriores e deixando o indicador no limiar da neutralidade.

A piora no humor da indústria acompanha um mercado financeiro que já vinha revisando para baixo suas apostas de crescimento. A mais recente edição do boletim Focus projeta expansão de apenas 1,99% do PIB em 2026, abaixo da estimativa de 2% divulgada anteriormente pelo Banco Central.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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