Negócios

Pela primeira vez, brasileiro assume o comando global da Heineken

Rafael Oliveira vai liderar a segunda maior cervejaria do mundo a partir de outubro com missão de reativar vendas e cortar custos
Brasileiro no comando da Heineken em retrato editorial de liderança executiva global

Um brasileiro vai comandar a Heineken pela primeira vez em toda a história da cervejaria holandesa. A empresa anunciou nesta terça-feira (23) a nomeação de Rafael Oliveira como presidente-executivo e presidente do conselho de administração.

Oliveira, atualmente CEO da JDE Peet’s, fabricante holandesa de café e chá, assume o posto em 1º de outubro por um mandato de quatro anos.

A notícia impulsionou as ações da Heineken em cerca de 3%, levando os papéis ao nível mais alto desde março.

A escolha de Oliveira marca uma virada histórica na governança da Heineken. É a primeira vez que a companhia recorre a um executivo de fora de seu quadro para ocupar o cargo máximo — uma mudança que reflete uma tendência mais ampla no setor de bebidas alcoólicas.

O anterior CEO, Dolf van den Brink, deixou o cargo de forma inesperada em janeiro após seis anos à frente da empresa. Desde o início de junho, a Heineken operava sem um presidente-executivo, o que gerava incerteza entre investidores e pressionava os papéis da companhia.

A renovação no comando não é exclusividade da Heineken. Diageo e Rémy Cointreau passaram por mudanças semelhantes no último ano, com comitês de contratação optando por candidatos externos para renovar a gestão das empresas.

Desafios imediatos

Oliveira assume a Heineken em um momento de pressão. O executivo terá de liderar um plano de corte de 6 mil empregos, reanimar volumes de vendas diante de uma queda prevista na demanda global por cerveja e aproximar os resultados da companhia aos da rival Anheuser-Busch InBev, líder do setor.

Em comunicado, ele afirmou que a estratégia da Heineken para 2030 — que prevê crescimento com menos recursos — representa uma base sólida para o futuro da companhia.

A trajetória de Oliveira inclui duas décadas de experiência em mercados desenvolvidos e emergentes. Antes da JDE Peet’s, atuou como presidente de mercados internacionais na Kraft Heinz, uma das maiores empresas de alimentos do mundo.

Analistas destacam que, além do conhecimento em bens de consumo, ele tem passagem por mercados de capitais — um diferencial na busca por retorno aos acionistas da Heineken.

Laurence Whyatt, analista do Barclays, avaliou que em apenas 17 meses à frente da JDE Peet’s, Oliveira “demonstrou capacidade de diagnosticar e redefinir estratégias rapidamente”.

Ponto de atenção

A falta de experiência direta no setor de cerveja e bebidas alcoólicas é apontada como risco por parte dos analistas. “Como alguém de fora do setor de cerveja e da Heineken, ele terá muito a provar”, escreveram analistas do ING em relatório.

A Heineken, dona das marcas Tiger, Sol e de sua lager homônima, é a segunda maior cervejaria do mundo. A aposta em um executivo brasileiro inédito no cargo reflete tanto a pressão por resultados quanto a abertura crescente de multinacionais europeias a lideranças vindas de mercados emergentes.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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