Política

CNJ aprova regras para influenciadores mirins em redes sociais

Resolução define prazo dos alvarás, banco nacional de autorizações e proteção dos rendimentos dos jovens
Jovens diversos com instituição CNJ representando proteção legal ao alvará judicial para influenciadores mirins

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (23) uma resolução que regulamenta a participação de crianças e adolescentes em plataformas digitais como Instagram, TikTok e Facebook.

A medida é consequência direta da entrada em vigor, em março, do ECA Digital — legislação que tornou obrigatório o alvará judicial para menores que atuam como criadores de conteúdo nas redes sociais.

Os alvarás terão validade máxima de 12 meses para crianças e de 18 meses para adolescentes, com possibilidade de revisão a qualquer tempo pelo juiz competente.

Como funciona o processo de autorização

O pedido de alvará deverá ser apresentado ao juízo competente para cada criança ou adolescente individualmente. A solicitação pode ser feita pelo responsável legal ou por quem demonstre legítimo interesse na atividade.

O processo exige a identificação dos responsáveis legais e a comprovação de que estão cientes dos termos. A criança ou adolescente participará do procedimento em condições compatíveis com sua idade e capacidade de compreensão.

Caso seja identificado conflito de interesses entre o menor e seus responsáveis, o juiz deverá adotar as providências necessárias para garantir a representação adequada dos interesses do jovem.

Ministério Público e banco nacional de alvarás

O Ministério Público participará obrigatoriamente de todos os pedidos de autorização. A resolução também prevê a criação de um banco nacional de alvarás concedidos, que permitirá a órgãos de fiscalização acessar informações sobre a atuação dos jovens nas redes.

A resolução foi proposta pelo conselheiro Fábio Esteves e é desdobramento de um processo iniciado em 9 de junho, quando o CNJ anunciou que notificaria as plataformas sobre a obrigação de exigir autorização judicial para conteúdos monetizados de menores — decisão que se consolidou nesta terça-feira.

Proteção financeira dos jovens criadores

A resolução inclui dispositivos voltados à proteção do patrimônio dos menores. Entre as medidas está a possibilidade de criação de uma reserva patrimonial em conta ou aplicação financeira em nome da criança ou adolescente.

O CNJ propõe ainda mecanismos de controle sobre a destinação dos rendimentos obtidos nas plataformas e restrições ao uso desses valores quando forem identificados riscos de exploração econômica indevida ou comprometimento do patrimônio.

A regulamentação dos alvarás é mais uma peça da implementação do ECA Digital. Em paralelo, o Ministério da Justiça prepara uma portaria para definir como as redes sociais devem notificar autoridades sobre suspeitas de crimes contra crianças e adolescentes — outro flanco da nova lei que avança em ritmo acelerado.

O ECA Digital estabeleceu um marco jurídico com medidas voltadas à segurança online, proteção de dados, prevenção de riscos e responsabilização de plataformas por conteúdos ilícitos e práticas abusivas no ambiente digital.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

CNJ aprova regras para influenciadores mirins em redes sociais

Surto de gripe mata soldado em base dos EUA após Hegseth revogar vacinação

Infantino anuncia que Trump entregará troféu na final da Copa 2026

Pela primeira vez, brasileiro assume o comando global da Heineken